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Por que Santos tem sido castigada por temporais fortes???

Notícia enviada em 06/04/2012
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Data: 14 de janeiro de 2009.

Evento: temporal severo se forma a partir de célula convectiva formada no mar, fruto da infiltração e choque de ar continental de baixa pressão oriundo do Paraguai (houve um choque violento da brisa marinha, naquele dia fatídico, muito ostensiva com o ar seco também intenso instável do continente).

Hora: a partir do meio-dia.

Cidades atingidas: Santos, São Vicente e Guarujá.

Nota: Santos foi de longe a mais atingida. Praia Grande praticamente nada sofreu.

Nota da nota: bairros centrais de Santos, tais como Vila Belmiro, Vila Mathias, Marapé e Jabaquara, temporal mais ostensivo.

Bairros da orla como Ponta da Praia e Embaré, pouco sofreram.

Maiores detalhes: testemunhas oculares relataram evidências de ventos fortíssimos (até 70Km/h) circulares nos bairros centrais, e como os bairros da orla quase não foram atingidos, existe a possibilidade do evento ter sido um raro tornado, pois também, além da chuva forte, houve granizo, também raro para o litoral.

Detalhe: mais de cem árvores em Santos derrubadas, constituindo um genuíno ",arvorecídio",.

Bem, além desta tempestade violenta, tenho observado de acordo com observações meticulosas sobre climas antigos a partir de um grupo de geólogos da USP, há mais de uma década em cavernas da região sul do país, que os mesmos já haviam prognosticado com base nesse estudo, de que a região sul do Brasil, seria a mais atingida em termos de tempo severo (chuvas volumosas, rápidas, violentas, tornados, secas prolongadas), devido às mudanças climáticas globais. Obviamente, a Baixada Santista pertence ao sudeste do Brasil, porém, está relativamente perto da região sul. Some-se a isto, ao fator mudanças climáticas locais e regionais e temos a receita para formação de temporais rápidos, violentos e de baixa previsibilidade, tanto no tempo quanto no espaço.

Entretanto, ",curiosamente",, tenho observado que a maior parte dessas tormentas tem tido seu foco central na cidade de Santos.

Evidências sobre esse fato não faltam (aliás, é uma das premissas dos diretores da ONG Amigos da Água, levantar hipóteses, evidências e questões ainda não respondidas sobre temas de interesse social), uma vez que Santos tem uma área urbana (insular) extremamente apertada para os seus aproximadamente 419.400 habitantes (censo de 2010), possui a maior frota de veículos particulares por habitante, possui uma brisa marinha deficiente, sendo uma das causas o paredão de edifícios da orla e, entre outros agravantes, um exponencial boom imobiliário, contando com mais e mais edifícios cada vez mais altos, ",enraízados", em um dos solos mais problemáticos para obras civis do país, desfigurando a paisagem urbana da cidade, sendo no momento muito difícil sequer para uma pessoa comum identificar os simples pontos cardeais, pois os horizontes estão todos encobertos (com exceção a vista sudoeste para o oceano, claro) e final e certamente contribuindo para reduzir ainda mais a refrescante brisa que amenizaria os rigores dos dias mais quentes, propiciando sensação de abafamento e produzindo mais ilhas de calor, que fazem o ar nas proximidades da superfície, tornar-se mais quente, mais instável e assim ascender às camadas mais altas da atmosfera, com muita velocidade, podendo assim produzir temporais severos e quiçá... tornados....

Portanto, o quadro atual de Santos, na minha modesta visão é: cidade de pequeno a porte médio com problemas ambientais de grandes cidades...

Não somos, claro, contra o progresso, mas, defendemos o progresso ou desenvolvimento sustentável...

Voltando à ",Geografia", das tempestades locais santistas, a brisa forte que se chocou com a massa de ar instável do continente no dia 14 de janeiro de 2009, foi semelhante a que se chocou de certa forma ao cavado (área de baixa pressão) em superfície, no recentíssimo dia 03 de abril de 2012, terça-feira, causando transtornos à população, traduzida em enchentes.

",Curiosamente",, os estragos foram preponderantes nos bairros nobres do Gonzaga, Boqueirão e Embaré, justamente, os bairros que inclusive apontei como os mais chuvosos de Santos, no meu estudo intitulado ",Onde chove mais e onde chove menos na Baixada Santista",, reporte disparado por e-mail do dia 18 de março deste ano (que volto a colocar em anexo a este, um mapa destacando os pontos mais chuvosos e os menos chuvosos).

Por fim, a sugestão aqui seria realizar matéria com ampla discussão sobre este tema, que coloca Santos, na rota de chuvas torrenciais, mais até do que suas cidades vizinhas, o que não é por acaso. Vale aqui uma observação: no evento desta terça-feira à noite, também choveu forte, porém com menos intensidade em São Vicente e Guarujá e praticamente muito pouco de novo na Praia Grande. Por outro lado, a mesma brisa marinha que ao se chocar com o ar instável do continente, pode criar tempo severa, é a mesma que dissipou no dia seguinte, formação de nuvens cumuliformes carregadas, que poderiam trazer mais chuvas torrenciais para a cidade, pois desta vez, o ar instável continental estava mais enfraquecido (o cavado não teve reforço de ventos mais fortes – vide reporte intitulado “AS NUVENS QUE PODEM DISSIPAR TEMPESTADES ELÉTRICAS”, emitido no dia 15 de janeiro deste).

Ah, e só mais um detalhe: apesar da violência do temporal, pois despejou muita água em relativo curto tempo, registre-se o fato de as galerias pluviais estarem comprometidas principalmente por detritos por lá atirados e armazenados...

Lamentável!!!

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