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Seca se agrava a cada dia em Rondônia

Notícia enviada em 04/07/2007
por Daniel Panobianco - Ji Paraná/RO
O período de estiagem na porção sul-amazônica entra no seu auge a partir de agora proporcionando uma mudança radical do padrão de escoamento, principalmente em Rondônia. Em mais de 80% de todo o território estadual não cai uma gota d’ água a mais de 60 dias. A estiagem é mais intensa no centro do Estado, região de Ji-Paraná, quando a última chuva foi registrada no dia 28 de abril, no primeiro fenômeno da friagem de 2007. Dessa data em diante, a umidade praticamente desapareceu no Estado fazendo com que muitos focos de queimadas se proliferassem rapidamente. Ainda não estamos em período legal de queimadas na Amazônia. A data estipulada pelo IBAMA só começa a partir de 01° de setembro, mas a visão para nós que aqui residimos e andamos Estado afora é desastrosa. Fogo por todos os cantos, florestas intactas sendo consumidas de norte a sul e a poluição, que agora conjugada junto à poeira da estiagem lota hospitais de todas as cidades. O curioso é que, mesmo não tendo nenhum sistema atuante de larga escala que venha a provocar ou agravar a estiagem no sul da Amazônia, nenhuma instituição de pesquisas ainda relatou o fato que agora sofremos e muito. O volume de chuvas desde janeiro já está abaixo da média em grande parte do Estado. Em Ji-Paraná, por exemplo, a chuva acumulada desde o dia 01° de janeiro só marca 639,7 mm, quando o normal seria entre 1000 e 1200. Isso nenhuma instituição de pesquisas coloca ao seu público alvo os possíveis motivos para uma estiagem tão localizada nesse ponto da Região Norte. Estamos preocupados, pois o período de estiagem em Rondônia está apenas começando. A chuva só retorna com intensidade significativa a partir da segunda semana de outubro, isto é, se nenhum outro evento de larga escala ou localmente atuante vier a atrasar mais uma vez o regime de chuvas no Estado. Nesse momento, quando falamos que nascentes e grandes rios da região estão minguando a pequenos fios d’ água é até estranho. No centro do Estado, o maior rio da região, o rio Machado atinge hoje a sua menor cota desde a seca de 2005, da qual escancarou a Amazônia em âmbito internacional sobre a mais intensa estiagem dos últimos 60 anos. Hoje, o nível do rio, segundo dados do Corpo de Bombeiros de Ji-Paraná marca apenas 04,36 metros, quando o normal seria de 07,50 metros. Até outubro, quem sabe os centros de pesquisas, inclusive os locais não se pronunciam se o fato real e notório faz parte do ciclo de renovação da natureza ou algo mais além está acontecendo frente a todos.

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