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Será que as chuvas regularizarão os níveis dos reservatórios

Notícia enviada em 15/02/2014
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Para que o verão seja ",normal",, principalmente no que tange à pluviosidade, não basta descer o ar quente e úmido amazônico, trazido pelo chamado ",fluxo de noroeste",, originado pelo posicionamento do Sistema Climático denominado Alta da Bolívia... Por que esse escoamento da Amazônia é o responsável em boa parte pelas famosas trovoadas de verão, mas só trovoadas não bastam para estabelecer-se o regime pluviométrico dentro da média climatológica do tradicionalmente chuvoso mês de janeiro na Região Sudeste. Ainda que as trovoadas possam trazer chuvas volumosas,,elas podem ser muito pontuais. A falta de generalização destas pode acarretar em níveis mais baixos nos reservatórios de água.

Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e Zona de Convergência de Umidade (ZCOU)

Trata-se do acoplamento da umidade amazônica com sistemas frontais de cunho oceânico. Estas junções de sistemas climáticos, sim, podem fazer a chuva ficar generalizada e quase constante por dias a fio, mesmo que em pequenos volumes. Portanto, as trovoadas mais as Zonas de Convergência, é que devem estabelecer o regime hídrico dentro da normalidade, afastando o drama do racionamento de água e ",apagões", de energia elétrica...

Estado de São Paulo e verão anômalo 2014

Em Santos, na minha base meteorológica, nunca observei um mês de janeiro tão seco, erm ipraticamente 22 anos de observações e monitoramentos climáticos. Registrei irrisórios 108 milímetros de chuva em janeiro deste ano, quando em Santos, pode-se alcançar o máximo de até cerca de 400 milímetros de precipitação neste mês veranesco!

E já faziam antes do dia 13 deste fevereiro, cerca de 27 dias, sem um pingo de chuva em Santos. A capital paulista, esteve com menos dias de estiagem, pois por mais fraca que fosse a chuva, por vezes havia uma trovoada esporádica. Em Santos, nem isto!

No interior, assim como na capital, por vezes, temporais rápidos e localizados com granizo, até!

É claro, que a brisa marinha é um repelente natural de tempestades, conforme tenho frisado diversas vezes. E esta dissipa nuvens tipo cúmulos-nimbos que se formam sobre a Serra do Mar, por conta do fator orográfico.

A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), esteve deslocada de sua posição climatológica e com isto, um calor intenso e sem tréguas e... sem chuvas... O ar de alta pressão deste sistema há cerca de 5500 metros de altitude, criou uma espécie de ",tampa",, bloqueando frentes frias na fronteira Rio Grande do Sul - Uruguai e insuflando ar de cima para a superfície (movimento descendente), disparava a temperatura e ressecava o ar. Outra consequência imediata:o ar quente e úmido do calor do verão era suprimido e não se formavam nuvens, pelo menos a de trovoadas, pois nuvens baixas oriundas do mar, se formavam normalmente, mas não criam precipitação!

E agora? Será que as chuvas trazidas por este sistema frontal regularizarão a situação dos reservatórios?

Bem, isto no meu modo de ver, é mais que necessário que se formem as zonas de convergência (ZCAS) e (ZCOU) e, pelos modelos numéricos que analisei, (a maior parte deles concordantes), converge para a criação destes escoamentos atmosféricos. Se houver volume de água precipitável na atmosfera (já que o sistema frontal já chega algo desorganizado ao Sudeste), poder-se-ia contar com chuvas mais generalizadas pelo estado paulista e com mais regularidade ao longo de dias, o que poderia contribuir para ao menos aliviar a situação dos reservatórios de água. Por que, pelos motivos já explanados, trovoadas, são insuficientes...

Baixada Santista e temporais

Com a chegada do sistema frontal, já existe um ",clima", de alívio na população no tocante ás sensações térmicas, mas, voltam as preocupações com a incidência e os riscos dos raios e também dos alagamentos.

É muito difícil prever se haverá temporais com chuvas volumosas que podem acarretar em transtornos em determinada cidade ou cidades da Baixada Santista, pois estes evbentos são muito pontuais, repito, por ora, as chuvas não serão generalizadas. Mas, há probabilidade sim de termos chuva volumosas em pontos da Baixada!

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