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Tempestade castiga região central de Rondônia

Notícia enviada em 21/02/2007
por Daniel Panobianco - Ji-Paraná/RO
Chuvas torrenciais atingiram municípios no centro de Rondônia causando muitos estragos. Animais morreram arrastados pela forte correnteza das águas.

Como havíamos colocando desde o inicio da manhã desta quarta-feira, sobre a possibilidade de chuvas extremamente fortes em pontos localizados do Estado de Rondônia o mesmo veio a se confirmar logo no inicio da tarde. Choveu torrencialmente em vários municípios do centro do Estado, principalmente em Ji-Paraná, a cidade mais castigada pela tormenta.

A tempestade se formou por volta das 11 horas afetando parte dos municípios de Alvorada d’ Oeste, Mirante da Serra, Teixeirópolis, Urupá e por último Ji-Paraná e Presidente Médici. Em alguns pontos das rodovias, BR-429 e RO-135 que liga Ji-Paraná ao distrito de Nova Londrina, bueiros, pontes, travessias em péssimo estado de conservação foram arrastados pela forte correnteza.

O nível do rio Mucui em Alvorada d’ Oeste subiu 1,60 metros em pouco tempo, levando diversas construções da zona rural.

O forte temporal também elevou o nível do rio Urupá, próximo à cachoeira de Santa Rita, já na divisa com o município de Ji-Paraná. Em pelos menos duas fazendas da região foram relatados a perda de animais, cerca de cinco cabeças de gado que foram sugados pela força extrema da correnteza do rio Urupá.

No rio Leitão, entre Presidente Médici e Ji-Paraná, outro caso de animais arrastados pela força das águas foi identificado. O rio subiu muito rápido com a chuva torrencial.

A tempestade que castigou toda a região de Ji-Paraná veio acompanhada de fortes descargas elétricas. Na cidade, muitas empresas amargaram a perda de aparelhos eletroeletrônicos devido aos raios.

Só em Ji-Paraná, das 13 horas ás 15 horas choveu o impressionante volume de 150 milímetros, o que equivale á 1/2 de todo o volume esperado para o mês de fevereiro na região, ou seja, em pouco mais de duas horas de tempestade choveu metade do esperado para os 28 dias decorrentes do mês que é de 300 mm.

Os bairros Duque de Caxias, Parque São Pedro, Dom Bosco e Jardim Primavera foram os mais afetados. Pelo menos 500 residências ficaram completamente ilhadas. Na avenida Mato Grosso, entre os bairros Dom Bosco e Parque São Pedro, a força da enxurrada arrastou um carro que estava estacionado na rua de terra. Nesse ponto, a altura do fio d’ água chegou á 1 metro.

O caso mais grave foi no bairro Urupá onde uma senhora ficou presa dentro de casa devido ao montante de lixo e entulhos trazidos pela forte enxurrada. Terezinha Falchi, 56, ficou presa quase uma hora dentro de casa.

Milhares de famílias amargam agora os prejuízos, alguns incalculáveis pelo enorme volume d’ água, o barro e o elevado risco de proliferação de doença endêmicas trazidos pela chuva.

Praticamente todos os córregos e igarapés que cortam a cidade de Ji-Paraná transbordaram. O córrego que passa no bairro Casa Preta chegou a impressionante marca de 1,80 metros arrastando tudo o que encontrava nos quintais das casas próximas.

No centro de Ji-Paraná, justo no horário de pico do trânsito, um enorme congestionamento ao longo de toda a rodovia BR-364, desde a Vila Jotão, na saída para Cuiabá, até o trecho na avenida 6 de maio, já na saída para Porto Velho. Segundo a Policia Militar, o congestionamento chegou á 10 km até sobre a ponte do rio Machado nos dois sentidos.

Na zona rural do município, córregos também transbordaram alagando pastagens e plantações inteiras. Uma represa não suportou o enorme volume d’ água e rompeu no final da tarde em uma propriedade próximo a linha 10, nas proximidades da chácara Triangulo. Árvores foram derrubadas pela correnteza e arrastadas para dentro do rio Machado.

Os mapas de observação do CPTEC captaram fielmente desde o inicio ao término da tormenta. Portanto, é inverdade as autoridades, Comissão Municipal de Defesa Civil, centros de pesquisa e monitoramento do tempo de Rondônia, vierem a programas de televisão, jornais e web jornais julgar que nada pôde ser feito, pois todos foram pegos de surpresa!

Os boletins meteorológicos que são veiculados na imprensa pelos Institutos de Meteorologia, não possuem a magnitude de alcance em pontos estratégicos, de menor escala. Em Rondônia, além de termos um centro voltado justamente para essa finalidade, a de prever com antecedência e enviar os posteriores alertas, a fim de a população não sofrer com danos materiais maiores, quando não vitimando pessoas, o mesmo não acontece.

Não adianta mais bater na mesma tecla sempre pedindo mais clareza, mais realismo nesse ponto de suma importância para o povo amazônico. Todo o ano a mesma cena se repete. Ruas, avenidas, residências, pessoas ilhadas, desabrigadas. A majestosa parceria entre os governos e os centros de pesquisa jamais existiu em Rondônia, essa é a grande verdade.

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