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Tres dias somam pluviosidade equivalente a quatro temporais em Santos

Notícia enviada em 16/04/2014
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
O verão, desde o final de dezembro de 2013 até meados do início da segunda quinzena de fevereiro foi além de ter proporcionado temperaturas médias acima da média, foi o mais seco desde que iniciei minhas observações e medições meteorológicas e climatológicas de Santos e região, há 22 anos.

O índice pluviométrico registrado pela minha estação em janeiro ficou bem aquém da média esperada para este mês, geralmente o mês mais chuvoso do ano.

No entanto, Março fechou com índice pluviométrico totalmente dentro da média em Santos, com 275,5 milímetros por metro quadrado, conforme meu reporte ",Águas de Março dentro da média", em https://apolo11.com/minhanoticia.php?noticia=Aguas_de_Marco_dentro_da_media&posic=dat_20140403-033938.inc.

E Abril?

Bem, o mês começou meio ",tímido", com relação às chuvas, mas a partir da passagem de uma frente fria com moderada quantidade de água precipitável, o quesito pluviosidade vai ganhando volume na Baixada Santista...

Antes de um temporal ocorrido no sábado passado, dia 12, no período da tarde, que acumulou no intervalo de uma hora e meia aproximadamente, 30 milímetros, o índice de chuva em Santos eram modestos 29 milímetros, volume originado por dois temporais, onde um entregou 8 milímetros e o outro, 21 milímetros.

Mas, desde o ingresso da frente fria, ocorrido na tarde deste domingo, dia 13, até às 23:50 de ontem, dia 15, o índice pluviométrico foi de notáveis 80 milímetros, perfazendo na totalidade, 139 milímetros de chuva por metro quadrado em Santos! Vamos ver agora daqui até o final de abril, pois este índice é o total da primeira quinzena... Se os prognósticos oficiais que indicam pluviosidade de moderada a intensa na primeira quinzena deste mês, porém, perdendo intensidade a partir da segunda quinzena (começando o período de leve estiagem do final de abril até junho, situação climática típica de final de outono), se confirmarem, poderemos entrar num período mais seco, contudo, deixo claro, que em termos de litoral e Baixada Santista, estiagem, é algo raro de ocorrer (exceto em situações anômalas, como neste verão), o que ocorre mesmo no litoral paulista e Vale do Ribeira, são períodos menos chuvosos, pois como falei, as frentes frias, principalmente as que se deslocam pela costa vêm carregadas de umidade, que devido aos morros e serras da região do litoral, acabam bloqueando e segurando este aporte de umidade marítima em forma de nuvens baixas e chuvas leves, porém constantes, ao contrário da capital e interior do estado paulista...

Santos, em três dias, soma índice de chuva equivalente ao volume de quatro temporais moderados

Santos, e daí, entenda-se ou estenda-se o conceito de microclima peculiar as outras cidades da região, tais como São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão e Bertioga - nem precisam tanto de temporais que deliberam volumes altos de chuva, para regular níveis de reservatórios de abastecimento de água, por exemplo, como o Sistema Cantareira na Grande São Paulo, região de transição entre o clima super-úmido do litoral e do clima sub-úmido do interior paulista, precisa.

Até meados do início dos anos 1990, a capital paulista ainda mantinha invernos com alguns dias de chuva fraca e quase constante como em Santos, porém, depois de 1994, aproximadamente, a cidade de São Paulo (e estenda-se este conceito para as outras cidades da região metropolitana), foi experimentando cada vez mais invernos com estação seca, semelhantes aos invernos das cidades do interior, inclusive, rivalizando com elas, baixos índices de umidade relativa do ar...

Em resumo, a capital e região, atualmente, dependem muito mais de temporais e pancadas de chuvas fortes do tipo convecção (trovoadas rápidas e fortes), para tentar equilibrar seus recursos e suas reservas hídricas, do que Santos e região, haja vista que com chuvas frontais regulares (o que não é frequente na capital paulista e arredores), já pode ser o bastante para manter o equilíbrio hídrico (embora, deixe claro, que mesmo com boa pluviosidade, a Baixada Santista não está livre de um possível racionamento de água no futuro, uma vez o sistema de reserva de água no planalto, está interligado com de outras regiões), como está sendo a situação atual: em três dias de chuvas leves em média, mas praticamente constantes, acumulou-se o equivalente ao índice de chuva de quatro temporais médios com 20 milímetros cada, totalizando os já comentados 80 milímetros...

A tendência para os próximos dias é de redução da chuva, maiores aberturas de Sol e temperaturas ligeiramente mais altas, no entanto, uma nova frente fria deverá atingir a Baixada Santista a partir de domingo, trazendo mais convergência de umidade para a região!!

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