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Tufão Bopha: mais uma evidência tácita do Aquecimento Global?

Notícia enviada em 23/12/2012
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Tufão e furacão são na essência, fenômenos idênticos, só há diferença na denominação regional.

Furacão na costa atlântica e tufão na costa pacífica...

Além do Sandy, que neste 2012 talvez tenha sido mais intenso segundo algumas características do que o Katrina em 2005 (fiz um estudo comparativo entre estes dois furacões em https://apolo11.com/minhanoticia.php?noticia=Sandy_x_Katrina_qual_foi_o_mais_poderoso&posic=dat_20121115-025638.inc), neste mês que finda o ano de 2012, mais um furacão, digo, um tufão assola as Filipinas, produzindo o número aproximado de 1838 entre mortos e desaparecidos!

Especialistas em eventos climáticos severos, caso do meteorologista Jeff Masters afirmam que a intensidade do tufão Bopha, que chegou à impressionante categoria 5, se deve ao aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico, atribuido às mudanças climáticas de origem antrópica (humana).

No entanto, ciclones tropicais (sim, furacões e tufões não passam de intensos ciclones disparados pelas águas quentes tropicais, ao contrário dos ciclones extratropicais comuns na costa brasileira no outono e no inverno, sobretudo, que se formam em águas mais frias), como Bopha ou Sandy, não serviram para que a Cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas alcançasse um acordo mais ambicioso na semana retrasada em Doha, onde acordaram uma extensão do Protocolo de Kioto até 2020.

Juland Suazo, da ONG filipina Panalipdan, lembrou ainda que o desmatamento para dar passagem a explorações mineiras e plantações aumentou os efeitos devastadores das inundações e dos deslizamentos de terra.

Por este posicionamento da ONU, percebe-se claramente a cautela em atribuir-se de fato e de vez, ao surgimento de ciclones mais intensos ao Aquecimento Global, pois no reporte que comparo Sandy com Katrina, comento que a partir desta junção de Sandy com o sistema frontal e mais a ação de bloqueio atmosférico exercida por um sistema de alta pressão a partir da Groenlândia, houve a transição da condição inicial de Sandy como um ciclone tropical (furacão) para a condição de ciclone extratropical – sim, como estes ciclones típicos dos litorais do sul e sudeste brasileiros, típicos na transição outono-inverno, mas que por vezes reservam surpresas, pois há ciclogêneses até em meses de verão ou até mesmo formação de ondas frontais subtropicais, que mostraram evidências de um vórtice que chegou a transitar ao largo da costa fluminense em Março de 2011, configurando-se nesse local como tempestade tropical chamada Arani, que em tupi-guarani, significa ",cheio de energia", mas que não afetou nosso litoral por ter estado distante da costa. No entanto, foi um fenômeno totalmente atípico para a costa brasileira. Ao que parece, num espaço amostral probabilístico favorável a mares mais aquecidos, a probabilidade destes ciclones tropicais juntarem-se sob ação de sinergia com outros sistemas meteorológicos, só pode detonar sérios problemas às populações...

Inclusive, especulando sobre as causas mais ostensivas que fizeram do Sandy um furacão de fato assustador, estão o aquecimento global, conforme informei acima sobre a anomalia de temperatura superficial do Atlântico temperado.

Segundo artigo publicado pela famosa Revista acadêmica Nature, alguns cientistas apontam que podemos esperar por mais eventos climáticos severos desse tipo em um mundo mais quente – mesmo se nenhuma tempestade puder ser diretamente atribuída ao aquecimento global. Uma equipe da Universidade de Pequim, descobriu que grandes ciclos de tempestade aumentam em frequência desde 1923, e que eventos de grande escala são aproximadamente duas vezes mais prováveis em anos mais quentes do que em anos mais frios. Outros falam sobre a possibilidade de que o derretimento do gelo marítimo do verão e o número cada vez maior de águas abertas no Oceano Ártico possam estar alterando o fluxo da corrente que circunda o Hemisfério Norte, levando aos furacões e às grandes tempestades de inverno que têm castigado o nordeste americano em anos recentes.

Apesar dessas evidências, segundo esses acadêmicos, o fator mudança climática não é a única causa desses eventos severos. Por exemplo, enquanto as temperaturas da superfície do mar atualmente estão 3°C acima da média ao longo da costa do Atlântico, o aumento esperado devido ao aquecimento global é de apenas 0,6°C, de acordo com Kevin Trenberth, cientista climático do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas em Boulder, no Colorado. Então, ainda que a mudança climática sem dúvida tenha um papel nisso, explica Trenberth, há muito espaço para a variabilidade natural. Será mesmo??? Tirem suas conclusões.

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