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Tufão Wipha e a contaminação em Fukushima

Notícia enviada em 17/10/2013
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Havia comentado em reporte antigo, que seria mais seguro viajar para Marte no quesito radiação do que estar nas proximidades de Fukushima no Japão (ver em https://apolo11.com/minhanoticia.php?noticia=Curtas_8_Radiacao_em_viagem_a_Marte_e_mais_segura_do_que_em_Fukushima&posic=dat_20130603-031623.inc).

Mas, o reporte atual é sobre o tema ",Tufão Wipha e a contaminação em Fukushima",!

Tufão é somente um termo alternativo no Oriente, para designar o mesmo fenômeno climático altamente destrutivo, conhecido no Ocidente como Furacão!

Já que se trata do mesmo fenômeno, o tufão precisa de águas mais quentes para se desenvolver e se mover ao longo do oceano.

É o caso do Tufão Wipha, que atingiu ontem (16 de outubro de 2013) a costa leste japonesa. Propagando em um mar com temperaturas superficiais mais baixas, Wipha transformou-se num tipo de tempestade híbrida, mas ainda assim, foi eficiente para matar 17 pessoas e fazer 50 desaparecidos, no mínimo, por volta dos últimos informes (22 horas de 16 de outubro)...

Esta tormenta é considerada como a mais intensa a atingir o Arquipélago japonês nos últimos 10 anos. Também causou, é claro, danos materiais de monta, tais como em rodovias e ferrovias, bem como atrasos nos serviços do metrô de Tóquio e deslizamentos de terras, devido às fortes chuvas e ventos.

Segundo a agência meteorológica do Japão, os ventos do tufão atingiram 126 Km/h no centro da tempestade e causaram chuvas com acumulados de até 400 milímetros por área em diversas regiões do país.

Tufão Wipha e Usina de Fukushima

Na passagem de outro Tufão (Man-yi) em setembro, que trouxe muita chuva, a empresa responsável pela Usina de Fukushima, despejou 1130 toneladas de água contaminada por radiação no mar para evitar a piora da situação dos tanques do reator. Esta usina, que sofreu o pior desastre nuclear desde Chernobyl com o maremoto (tsunami) em 2011, ficou especialmente vulnerável ao risco de chuva intensa, por ocasião da passagem de Wipha....

A usina, que sofreu o pior desastre nuclear desde Chernobyl com o terremoto e tsunami de 2011, está especialmente vulnerável ao risco de chuva intensa, que se esperava na passagem de Wipha.

De acordo com a Empresa concessionária de energia elétrica de Tóquio, devido ao tufão e chuvas fortes, a Usina Nuclear Nº 1 de Fukushima voltoua despejar água para o mar, depois de confirmar uma densidade de substâncias radioativas inferior ao padrão de emissão (será mesmo?)...

Ainda, segundo a mesma fonte, cerca de 40 toneladas de águas foram evacuadas para o mar antes das 6 horas e 30 minutos de ontem (16 de outubro). Como as chuvas fortes continuam, a evacuação permaneceu até agora. O mesmo caso aconteceu em setembro, com o Tufão Man-yi.

Atualmente, o principal problema da Usina de Fukushima é o acúmulo de líquido nos porões da mesma devido ao vazamento dos lençóis freáticos que estão sob a planta atômica. Em consequência deste fato, aproximadamente 300 toneladas de água contaminada são jogadas por dia no Oceano Pacífico. O constante despejo no Pacífico de água radioativa da Usina é motivo de intensa preocupação, pois no ano passado (2012), atuns contaminados por radiação foram encontrados na costa da Califórnia, no outro extremo do Oceano Pacífico...

Ainda com relação ao atual Tufão Wipha, após passagem pela capital nipônica às primeiras horas da manhã de ontem, a tempestade dirigiu-se a 65 Km/h (cerca da metade da velocidade máxima) para a região nordeste do país, esperando-se que diminua a sua intensidade para tempestade tropical ao chegar ao oceano Pacífico a leste da região de Tohoku.

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