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Vem aí os Leonídeos - chuva de meteoros

Notícia enviada em 16/11/2014
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
A maior parte dos meteoros provêm da poeira que vaga pelo espaço. Considerando que o planeta Terra percorre sua órbita ao redor do Sol com velocidade muito alta - mais de 100.000 km/h e considerando que a Terra em sua caminhada anual pelo espaço atravessa essa poeira no espaço, as partículas de pó ao adentrarem nossa atmosfera, sofrem atrito e pelo contato com o nosso oxigênio se aquecem (entram em combustão) ao ponto da incandescência, quando é aí que emitem uma luz brilhante à medida que se queimam na atmosfera. Nós vemos essa luz como estrelas cadentes, o termo popular para meteoros. Quem já não fez pedidos para uma estrela cadente? Saliento que apesar do termo estrelas, as cadentes nada tem a ver com as estrelas fixas do céu, estas na verdade, sóis muito distantes de nós.

As estrelas cadentes, são na realidade, fragmentos de asteróides ou cometas. No caso de serem remanescentes de cometas, tais cometas em passagens sucessivas pelo ponto de maior aproximação do Sol, ao perderem grande parte de seu material, fragmentam-se.

Lembro que a terminologia científica, faz distinção entre:

- Meteoróides - fragmentos enquanto estão vagando pelo espaço suderal,

- Meteoros - riscos de luz provocados por partículas de fragmentos espaciais (cometas ou asteróides) que se queimam ao adentrarem a nossa atmosfera.

- Meteoritos - remanescentes de fragmentos que atingem a superfície de um planeta, ou seja, são aqueles meteoros que conseguem sobreviver (sem queimar totalmente) à reentrada na atmosfera, fundindo-se com o solo terrestre.

Observação: Os meteoróides variam muito em dimensão, desde pouco maiores do que uma molécula, grãos de feijão, até pedaços podem chegar até 100 metros, aproximadamente (o tamanho do suposto asteróide cujo impacto causou uma grande extinção de espécies vivas em massa, incluindo os dinossauros, teria 200 quolômetros). Fragmentos maiores do que isso são considerados asteróides. Mas, a maior parte dos fragmentos que chegam à Terra é composta por poeira que é composta por partículas muito pequenas como grãos de feijão, como escrevi acima... Na realidade, todos os dias nosso planeta é ",bombardeada", por essas partículas, e mal nos apercebemos desse fato!

Enquanto outra chuva de água não vem, vamos contemplar uma chuva de meteoros!

Anualmente, a Terra cruza densidades maiores de resíduos ou fragmentos espaciais, que constituem verdadeiros enxames ou chuvas de meteoros. Isso especialmente ocorre quando nosso planeta cruza o plano da órbita de um cometa, sendo bombardeado pelos detritos desse corpo celeste, neste caso, o cometa Tempel-Tuttle.

Por exemplo, entre os dias 6 a 30 de novembro, ocorre todos os anos, a chuva de meteoros Leônidas. Entretanto, entre os dias 15 e 19 deste, esta chuva de meteoros estará mais ativa, ou na linguagem astronômica, no seu máximo. Em locais afastados da poluição proveniente das luminárias de vapor de sódio das cidades, como em sítios, fazendas ou no alto de montanhas, e sem a presença da Lua, são esperados pelos menos 15 meteoros (estrelas cadentes) por hora! Agora, se for seguida a tradição (história), esse número pode aumentar para mais de 100 meteoros por hora...

Como observar a chuva de meteoros Leônidas

Antes de mais nada, é bom esclarecer o termo Leônidas. Bem, devido a imprecisões no cálculo de quando o nosso planeta cruzará o plano da órbita de cada cometa, os astrônomos tomam como referência a constelação que está no plano de fundo por onde está passando o cometa. Com isso pode-se dizer que “aparentemente” a chuva está vindo daquela constelação, pelo que se chama de “radiante” - o ponto no céu a partir do qual uma chuva de meteoros parece estar vindo...

Então, a chuva Leonídeos, parece provir da Constelação de Leão. Para localizar e ",degustar", dessa chuva de estrelas cadentes, primeiro, vá para um local mais escuro - o ideal seria fazenda, sítio ou alto de montanha. Mas, como a maioria das pessoas não terá essa possibilidade, vá para um local mais escuro dentro da cidade mesmo, desde que seja um lugar seguro, como no terraço de sobrados ou edifícios. E aí, localize a Lua por volta das duas horas da madrugada, por exemplo, se for observar em 17 de novembro, por que ela estará situada justamente na constelação do Leão, que é o radiante dessa chuva. Agora, se observar nas próximas noites, apesar de que a Lua é um astro que se desloca muito rapidamente no céu, ainda assim, ela será uma razoável referência. Ah, não serão necessários lunetas ou binóculos para ver a chuva. Basta estar com a visão saudável (a olho nu ou com auxílio de óculos ou lente de contato).

Condições meteorológicas para observação da chuva de meteoros Leonídeos

Com a entrada de uma massa de ar frio e seco na retaguarda da última frente fria, as condições do tempo não poderiam ser melhores entre os dias 16 e 19 de novembro, justamente, ma época do auge da chuva de meteoros Leonídeos. Mas, alerto que mesmo a Lua estando na fase minguante, seu clarão poderá interferir um pouco na observação. No mais, boas observações....

Rodolfo Bonafim

Diretor Científico da ONG Amigos da Água - especialista em Climatologia, Astronomia e Geologia Ambiental

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