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Oceano é dissipador natural de tempestades elétricas!!!

Notícia enviada em 09/01/2012
por Rodolfo Bonafim - São Paulo/SP
Após o terrível acidente com um raio ferindo pessoas e matando uma criança no Guarujá, a combinação - fator de grande e maior incidência de raios no verão na região da Baixada Santista, mais o fato da ocupação da cidade de Guarujá por centenas de milhares de turistas nesta época lotar praticamente praias, calçadões, edifícios, hotéis, bares, estacionamentos públicos e privados, e finalmente o fator imprudência/falta de esclarecimentos, aumentam consideravelmente a probabilidade de acidentes com descargas elétricas atmosféricas...

Ainda assim, as cidades da Baixada Santista, por estarem às margens do oceano, podem por vezes, em tardes de verão ficarem livres de tempestades elétricas, pelo simples fato de que a convecção pode apenas se formar na região do topo das serras (fator orográfico) e planalto (capital paulista e arredores, pela distância ao mar) e não formar-se no litoral. Até podem se formar células de tempestades elétricas no litoral, porém, por uma pequena variação, fazendo a diferenciação maior de pressão entre o mar e o continente, nuvens baixas (estratos), são advectadas do mar, disipando assim as células convectivas que poderiam causar muitos raios e chuvas torrenciais, por exemplo.

Em parte, é por essa razão e porque há muitas ilhas de calor na capital e arredores, que assistimos tempestades se concretizarem nessa região e praticamente nada ou chuva irrisória no litoral...

Mesmo assim, temos que no precaver, afinal pelos radares meteorológicos, pode-se saber onde há maior adensamento de células convectivas através do rastreamento das nuvens cumuliformes pesadas, mas saber exatamente onde cairão os raios, jamais. È imprevisível!!!

Por isso, mesmo não se detectando visual e/ou auditivamente raios e/ou trovões, se nuvens se formam, especialmente aquelas mais escuras, saiamos da praia e do calçadão o quanto antes!!!!

Não se abrigar sob árvores, em casa ficar o mais distante possível de lâmpadas e tomadas da rede elétrica, desligar o plugue de aparelhos elétricos e eletrônicos, não falar ao telefone fixo ou móvel, etc, são aqueles cuidados básicos que se deve ter em mente, no entanto, se tivermos muita necessidade de sairmos de casa, evitemos aqueles guardas-chuvas com ponta metálica...

Já me perguntaram sobre carros... Quem está se locomovendo em veículos, não deve temer os raios, pois apesar de que os pneus não ofereçam nenhuma preoteção (como muitos pensavam), a carcaça metálica funciona como uma blindagem, conhecida pelos físicos e engenheiros eletricistas como ",Gaiola de Faraday",. O mesmo se aplica ao caso de aviões... Inclusive, só em situações quando a atmosfera é extremamente turbulenta (como na região entre Fernando de Noronha até a linha do Equador e mais ao norte e a Africa, onde cinturões de nuvens de tempestades severas são quase constantes), que descargas muito poderosas podem desestabilizar uma aeronave, como aquele avião que desapareceu sobre o Atlântico em 2009, embora o ",tubo de Pitot", possa estar por trás disso também...

Em anexo, uma imagem com os possíveis caminhos que um raio pode fazer ao incidir sobre o corpo humano. De acordo com a região do corpo ponde penetra o raio, pode o mesmo ser letal ou não... Mas, se atingir a cabeça, o problema drama é que sempre passa pelo coração! A tensão acumulada em um raio é de milhares de volts, mas uma corrente elétrica de apenas 1 A (um ampére), é mais que suficiente para causa a morte do atingido por uma descarga elétrica atmosférica!!

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