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Editoria: Mudanças Climáticas
Quarta-feira, 29 nov 2006 - 06h34

Estudo confirma que nível de CO2 na atmosfera dobrou

A divulgação de um novo estudo, preparado pela Organização de Pesquisa Científica e Industrial, CSIRO, do governo da Austrália, coloca novamente em xeque a política ambiental conduzida até agora pelos diversos países industrializados.

O estudo mostra que 2005 foi o quarto ano consecutivo em que as concentrações de carbono aumentaram e que desde os anos 90, a quantidade do gás na atmosfera simplemente dobrou.

De acordo com Paul Fraser, cientista chefe do centro para pesquisa marítima e atmosférica da CSIRO, esse é um crescimento sem precendentes. Segundo Fraser, a tendência nos anos recentes mostra que a taxa de aumento está acelerando, o que confirma que a queima dos combustíveis fósseis está tendo um grande impacto sobre as concentrações de gases do efeito estufa e que não era verificado no passado.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores do CSIRO analisaram amostras de ar coletadas nos últimos 30 anos por uma das estações de coleta de dados mantidas pelo Bureau Australiano de Meteorologia e localizada na Tasmânia.

Mike Raupach, um dos cientistas envolvidos no estudo, afirma que entre os anos de 2000 e 2005 a razão de crescimento de CO2 (dióxiodo de carbono) ultrapassou 2.5% ao ano. Nos anos 90 era menor que 1%. De acordo com Raupack, pelo menos 7.85 bilhões de toneladas de carbono foram lançadas à atmosfera em 2005. Em 2000 foram despejadas no ar 6.67 bilhões.

Metade das emissóes de CO2 ficam presas à atmosfera, enquanto o restante é absorvido pelos oceanos e pela terra. À medida que as emissões aumentam, a concentração no ar também cresce. Segundo o cientista, se o rítimo for mantido será muito difícil conter as emissões o bastante para que a concentração estabilize em 450 ppm (partes por milhão), sugerido como máximo tolerável pelo organismo humano.

Outro estudo, feito pela Organização Meteorológica Mindial, OMS e divulgado no começo de novembro, mostra que o nível de CO2 na atmosfera havia alcançado a marca recorde de 379.1 ppm, 35% a mais do que existia no final do século 18.


Efeito Estufa
Durante o dia, uma parte da energia irradiada pelo Sol é captada e absorvida pela superfície da Terra, enquanto outra parte é irradiada de volta para a atmosfera. De uma forma natural, os gases que existem na atmosfera funcionam como uma espécie de capa protetora que impede que o calor se disperse totalmente para o espaço exterior. Isso evita que durante a noite o calor se perca, mantendo o planeta aquecido durante a ausência do Sol.

Todo o processe que cria o efeito estufa é natural. Caso não existisse, a temperatura da superfície seria cerca de 34 graus mais baixa, praticamente impedindo a vida na Terra.

Alguns gases, como o CO2 (dióxido de Carbono) criam uma espécie barreira, exatamente igual a uma estufa, daí o nome do efeito. Essa barreira deixa passar livremente os raios solares mas impede que o calor saia.

Pelo exposto, é fácil concluir que um aumento no nível de CO2 na atmosfera aumentará a quantidade de calor aprisionado. Esse aumento de temperatura pelo efeito estufa é a causa primária do fenômeno do aquecimento global.

Como se vê, o Efeito Estufa gerado naturalmente pela natureza é fundamental para a vida na Terra. No entanto, se a composição dos gases for alterada, para mais ou para menos, o equilíbrio térmico da Terra também sofrerá mudanças.

O CO2 é responsável por cerca de 64% do efeito estufa e é formado pela queima incompleta dos combustíveis fósseis, entre eles o petróleo, gás natural, carvão e a desflorestação.







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