Espaço - Ciências - Fenômenos Naturais
Compartilhe! 

Editoria: Mudanças Climáticas
Quarta-feira, 23 dez 2009 - 11h08

Glaciares tibetanos estão na lista do aquecimento global

O aquecimento da Terra está derretendo geleiras de um dos mais importantes locais do planeta. O platô tibetano no Himalaia, de 4 mil metros, vem sofrendo os efeitos da elevação da temperatura do globo. Na região nascem importantes rios e lagos da Ásia, que abastecem extensas áreas entre a China e o Paquistão. A alteração geográfica do local vai afetar a agricultura e sobrevivência de um bilhão de pessoas não só na China, mas também em países vizinhos como Índia, Paquistão e Vietnã.


Clique para ampliar

Pelo menos seis rios que nascem no Tibet são fundamentais para a vida da região: Yangtzé e Amarelo (China), Mekong (Vietnã), Indus (Paquistão), Brahmaputra (Bangladesh e Índia) e Ganges (Índia).

A Organização das Nações Unidas alerta que se nada for feito no sentido de reverter à emissão dos gases de efeito estufa, os glaciares do Tibet podem desaparecer no prazo de 30 anos.

Os especialistas calculam que o gelo está retrocedendo 20 metros a cada ano em determinadas partes do Himalaia. No período de 1961 a 2008, a temperatura média do platô tibetano subiu 0,32ºC a cada dez anos. Um aquecimento seis vezes mais rápido que o registrado nas demais regiões da China.

A segunda maior economia do mundo, ainda tem mais da metade de sua população vivendo no campo. São 720 milhões de pessoas que dependem da terra e do clima para sobreviver. O desaparecimento dos glaciares terá consequência devastadora.

Em um primeiro momento, o derretimento das geleiras vai provocar inundações e a elevação do nível dos rios, tendo impacto direto sobre a população ribeirinha. No futuro com a redução do fluxo da água, o abastecimento ficará comprometido o cenário é de secas severas.

Há três anos a China ultrapassou os Estados Unidos na emissão de gases poluentes que provocam o efeito estufa. Cerca de 70% da energia chinesa é gerada por meio da queima do carvão, o mais poluentes entre os combustíveis fósseis. Um número extremamente elevado se comparado a uma média de 30% no restante do planeta.


Foto: No topo, modelo computacional criado com base em dados de satélites mostra a espessura da camada de carbono sobre a Ásia. Na cena, quanto mais escura imagem, maior a concentração de fuligem. Na sequência, pesquisadores caminham sobre o platô tibetano em busca de dados sobre a concentração de fuligem. Crédito: NASA/Modis Rapid Response Team/Gregory Shirah/Academia de Ciências da China/WWW.APOLO11.COM.







Apolo11.com - Todos os direitos reservados - 2000 - 2018
Política de Privacidade   |     Termo de Uso e Licenciamento   |  -   Entre em Contato

"O segredo em negócios é saber alguma coisa que mais ninguém sabe." - Aristóteles Onassis