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Editoria: Mudanças Climáticas
Sexta-feira, 2 fev 2007 - 09h00

Pesquisa mostra que o aquecimento global cresce mais que o previsto

Novos estudos, publicados hoje (02/fev) pela revista Science, confirmam que fenômeno do aquecimento global avança a passos muito mais rápidos do que o previsto pelos cientistas e divulgado em 2001, no último relatório do IPCC, Painel Intergovernamental para a Mudança Climática.

Segundo o novo relatório, produzido pelo cientista Stefan Rahmstorf, do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto no Clima, o nível de CO2 (gás carbônico) na atmosfera está subindo de acordo com as previsões, mas as temperaturas elevam-se próximo ao máximo previsto pelo IPCC

De acordo com o relatório, o nível médio do mar atingiu o que o Painel classifica de "pior caso possível". Em 2001 o relatório sugeria que o nível dos oceanos subiria no máximo 2.2 milímetros por ano, mas dados recentes levantados por satélites de observação e análises oceânicas mostram que desde 1990 o nível do mar está subindo a razão de 3.3 milímetros ao ano.


Europa bate recorde histórico
Ao mesmo tempo que a equipe de Rahmstorf divulgava o relatório, meteorologistas europeus confirmavam aquilo que todos já sabiam: janeiro foi o mês mais quente já registrado no continente.

Segundo o instuituto meteorológico da Holanda, KNMI, o país teve o janeiro mais quente desde 1706, quando começaram as medições. A temperatura média do mês no país foi de 7.1 graus, 2.8º C acima da média histórica.

A sudoeste de Amsterdã, próximos ao Mar do Norte, os campos de narscisos floresceram com mais de um mês de antecedência. Na Suíça, até semana passada não havia neve para esquiar. O instituto MeteoSwiss informou que este deve ser o mês de janeiro mais quente já registrado no país.

Na Hungria, a temperatura elevada, agravada pela flata de chuvas, provoca incêndios em pastagens no leste e sudeste do país. Segundo o instituo DWD, na Alemanha as temperaturas estão 4.6 graus acima da média, similares às verificadas em 1975, ano mais quente desde 1901.

Na Grã-Bretanha, o recorde de 1916 ainda não foi superado. Nesta época do ano a temperatura máxima na Inglaterra central situa-se entre seis e sete graus, e de acordo com o serviço meteorológico local, as temperatuas da região ainda estão na casa dos dois dígitos.


Cenário desanimador
Dados da WMO, Organização Meteorológica Mundial, mostram que 2006 foi o sexto ano mais quente desde que as medições oficiais foram iniciadas. Todos os dez anos mais quentes da história ocorreram a partir de 1994, com o pico máximo registrado em 1998.

Para 2007 o cenário é desanimador. Devido ao acúmulo de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, aliado ao fenômeno do El Nino, 2007 deverá registrar temperaturas maiores que as verificadas no ano passado.

Estudo publicado em dezembro de 2006 pelo periódico Climatic Change, e elaborado por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR) dos EUA e do Centro de Pesquisas de Meteorologia da Austrália, também mostram que em breve o planeta enfrentará grandes ondas de calor, chuvas intensas e outros eventos climáticos extremos.

Gráficos: As ilustrações mostram a ascenção da anomalia de temperatura global desde 1886, com destaque para o pico de 1998, até então o ano mais quente já registrado. O segundo gráfico mostra a elevação média anual do nível dos oceanos, registrada pelos satélites de sensoriamento remoto Topex-Poseidon. Na foto acima vemos a cidade francesa de Redon, que inicioi 2007 com recordes de inundação.







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