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Editoria: Mudanças Climáticas
Quinta-feira, 19 mar 2009 - 10h26

SOS Antártida

Um importante estudo publicado pela revista científica britânica Nature nesta quarta-feira, alerta para o degelo em níveis críticos na Antártida.

Caso a concentração dos gases do efeito estufa e da temperatura dos oceanos continue aumentando grande parte da camada de gelo da Antártida Ocidental poderá desaparecer.

Do outro lado, se o gelo da Antártida Oriental continuar derretendo, o nível global dos mares poderá subir até 7 metros.

Para chegar a essas conclusões, cientistas neozelandeses, italianos, norte-americanos e alemães estudaram por longo tempo o leito marinho sob a plataforma de gelo Ross.

É a maior plataforma de gelo do mundo, situada na Antártida, com uma superfície semelhante ao território da França.

Cerca de 50 amostras do gelo, retiradas de até 1.200m de profundidade, possibilitaram estudar como períodos de aumento do dióxido de carbono anteriores afetaram as temperaturas dos oceanos, os movimentos do gelo e os níveis dos mares.

Uma das descobertas foi a de que a capa de gelo da região da baía de Ross, some e reaparece a cada 40 mil anos. Foram 38 ocorrências nos últimos 5 milhões de anos.

“A maior parte dela fica abaixo do nível do mar e é muito vulnerável ao aumento das temperaturas oceânicas e atmosféricas”, constatou Tim Naish, diretor do Centro de Pesquisas Antárticas da Universidade Victoria, em Wellington, na Nova Zelândia.

O estudo não para por aí. Mudanças na inclinação do eixo da Terra, deixando as regiões polares mais ou menos expostas ao Sol, também influenciaram no aquecimento dos oceanos e nos ciclos de expansão e recuo da camada de gelo da Antártida Ocidental.

O que ocorre é que há cerca de 4 milhões de anos, o aumento do dióxido de carbono atmosférico reforçou o aquecimento, segundo os pesquisadores. A concentração de dióxido de carbono passou de 280 partes por milhão no começo da Revolução Industrial para 387 partes por milhão.

“A concentração de dióxido de carbono na atmosfera está novamente se aproximando de 400 partes por milhão”, alerta o pesquisador.

Foto: A plataforma de gelo de Ross é a maior placa de gelo permanente do mundo, com uma superfície semelhante ao território da França. Crédito: Wikimedia Commons.







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