Quinta-feira, 8 dez 2016 - 09h24
Por Rogério Leite

Cientistas confirmam: os dias estão cada vez mais longos

Utilizando modelos gravitacionais e observações de eclipses ao longo dos séculos, os pesquisadores concluíram que a Terra está girando mais devagar do que estimado anteriormente, mas nada tão significativo a ponto de causar preocupação.

Persitancia da Memoria, de Salvador Dali
Obra do espanhol Salvador Dali, "Persistência da Memória", pintada em 1931.


O estudo foi feito por cientistas britânicos e publicado na Proceedings of the Royal Society e mostrou que a Terra está girando 1,8 milissegundo mais devagar a cada século, mais lento que os 2,3 milissegundos estimado em estudos anteriores.

Com os novos valores, levará cerca de 3,3 milhões de anos para ganharmos um minuto.

"Este é um processo muito lento", disse Leslie Morrison, ligado Observatório Real de Greenwich e um dos autores do trabalho.

Segundo o pesquisador, essas estimativas são aproximadas, já que as forças geofísicas que atuam sobre a rotação da Terra não são necessariamente constantes após um longo período de tempo.

Para chegar a esse valor, Morrison e sua equipe usaram modelos gravitacionais de movimento de translação da Terra ao redor do Sol e também da translação da Lua ao redor da Terra. Os resultados revelaram o tempo dos eclipses solares e lunares ao longo dos séculos.

A partir desses dados, a equipe calculou onde na Terra os eclipses teriam sido visíveis e compararam isso com observações de eclipses registradas pelos antigos babilônios, chineses, gregos, árabes e europeus medievais.

Um desses documentos são tábuas babilônicas gravadas na escrita cuneiforme, conservadas no Museu Britânico e decodificadas por especialistas de várias partes do mundo.

"Nós obtivemos registros fantásticos de historiadores e tradutores de textos antigos", explicou Morrison.

O estudo revelou discrepâncias bastante significativas entre onde os eclipses deveriam ter sido observados e onde de fato eles foram vistos.

A discrepância obtida é uma medida de como a rotação da Terra está variando desde 720 A.C, quando as civilizações antigas começaram a guardar os registros sobre os eclipses.

Consequências
Embora a variação encontrada não seja tão grande do ponto de vista da percepção humana, na realidade é impossível percebê-la, ela não pode ser descartada.

Se confirmada em estudos futuros, a variação anual de 18 microssegundos deverá ser levada em consideração nos cálculos feitos por GPS, colaborando na melhoria da precisão posicional de objetos, tarefa que será cada vez mais exigida nos próximos anos.

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