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Sexta-feira, 27 ago 2021 - 07h56
Por Rogério Leite

Iceberg rodopia e por pouco não colide com plataforma de gelo na Antártida

Um enorme iceberg que no ano passado se separou da Antártida por pouco não colidiu com a plataforma de gelo Brunt. Caso colidisse, poderia ter provocado a formação de um novo iceberg, ainda mais maciço, quatro vezes o tamanho da Baia de Guanabara.

Timelapse mostra o iceberg A-74 passando rente à plataforma de Brunt, entre 9 e 18 de agosto de 2021. Crédito: ESA.
Timelapse mostra o iceberg A-74 passando rente à plataforma de Brunt, entre 9 e 18 de agosto de 2021. Crédito: ESA.

Batizado como Iceberg A-74, a rocha de gelo tem 1270 quilômetros quadrados, aproximadamente o tamanho do lago de Itaipu e se separou da plataforma de gelo Brunt em fevereiro de 2020. Nos últimos seis meses a rocha de gelo foi mantida nas proximidades da plataforma pelas correntes oceânicas, até que os ventos vieram.

No início de agosto, ventos muito fortes giraram o bloco A-74 ao redor da plataforma e esse movimento foi registrado pelos dois satélites que formam a missão Copernicus Sentinel-1, da Agência espacial Europeia, ESA.

Através de imagens de radar registradas entre 9 e 18 de agosto, os satélites registraram o A-74 "roçando ligeiramente" contra uma fina faixa de gelo que se projeta para fora da plataforma, movendo-se rumo ao sul.

De acordo com Mark Drinkwater, chefe da Divisão de Ciência da Missão da ESA, o pedaço em forma de nariz ainda está conectado à plataforma Brunt, que é ainda maior do que o A-74, mas por pouco não se rompeu. "Se o iceberg tivesse colidido mais violentamente com este pedaço, ele poderia ter acelerado a fratura da ponte de gelo restante, fazendo com que ela se rompesse", explicou Drinkwater.

Caso A-74 tivesse atingido a plataforma com força suficiente, poderia ter provocado a formação de outro iceberg com área ainda maior, de cerca de 1700 quilômetros quadrados, equivalente a quatro vezes o tamanho da Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Atualmente, existem duas grandes rachaduras na plataforma Brunt, conhecidas como Chasm 1 (estendendo-se para o norte) e Halloween Crack (estendendo-se para o leste), separadas por uma pequena distância. Caso essas rachaduras se toquem, em evento provocado por um impacto, fatalmente um dos icebergs se quebraria. É natural que as plataformas de gelo formem novos icebergs, por isso os glaciologistas vêm acompanhando a formação de pequenas fraturas ou fendas maiores há anos.

O A-74 quebrou ao longo da fenda North Rift, o terceiro grande abismo a se abrir na plataforma de gelo Brunt na última década.

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