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Terça-feira, 27 jul 2021 - 10h48
Por Rogério Leite

Lua Io, de Júpiter, está emitindo ondas de rádio e cientistas querem saber o porque

Como se sabe, de todos os planetas do Sistema Solar, Júpiter é o que tem o campo magnético mais poderoso. Se propaga tanto que algumas das luas do gigante gasoso orbitam dentro dele. Um dela é Io, a mais próxima do planeta, que além das centenas de erupções vulcânicas tradicionais também está emitindo ondas eletromagnéticas bastante intrigantes.

Concepção artística mostra o intenso campo magnético Joviano, com a lua Io mergulhada em seu interior. Detalhe para o cone cinza, ponto de exploração da sonda Juno. credito: NASA/GSFC/Jay Friedlander)<BR>
Concepção artística mostra o intenso campo magnético Joviano, com a lua Io mergulhada em seu interior. Detalhe para o cone cinza, ponto de exploração da sonda Juno. credito: NASA/GSFC/Jay Friedlander)

A lua Io está presa em uma espécie de cabo de guerra gravitacional, formado entre Júpiter e outras duas grandes luas. Essa interação é tão intensa que puxa Io pra lá e prá em direções opostas o que causa um enorme estresse mecânico e consequentemente um violento aquecimento no interior do satélite.

Para se ter uma ideia dessa força, os vulcões em Io liberam mais de uma tonelada de gases e partículas por segundo para o espaço e parte desse material se divide em íons e elétrons eletricamente carregados que literalmente chovem sobre Júpiter através das linhas do campo magnético do planeta. Assim, os elétrons capturados no campo magnético são acelerados rumo aos polos e ao longo do caminho geram um fenômeno elétrico que os cientistas chamam de ondas de rádio decamétricas, também conhecidas como emissões decamétricas de rádio, ou DAM.

Uma das ferramentas mais adequadas para analisar esses fenômenos é a espaçonave JUNO, da Nasa, que está neste momento no lugar mais que especial para detectar esse tipo de emissão. E é o que os cientistas estão fazendo.

De acordo com Yasmina Martos, ligada ao Goddard Space Flight Center da NASA, "neste momento nós estamos comandado o instrumento Juno Waves, a bordo da sonda, para encontrar exatamente, nos arredores do planeta, o ponto da geração desse enorme campo magnético.

Segundo os cientistas, aparentemente as ondas de rádio vêm de um ponto do espaço que pode ser descritas como um cone oco, onde as condições são as ideais: a força do campo magnético certa e a densidade certa de elétrons. O sinal gira como uma espécie de farol e a sonda Juno está captando apenas quando a "luz" do farol está brilhando na direção da espaçonave.

Os dados de rádio também mostraram que os elétrons que criam essas ondas de rádio emitem uma quantidade enorme de energia, 23 vezes maior do que os pesquisadores esperavam, mas parte dessa radiação também pode vir de outras fontes, como do campo magnético do planeta ou do vento solar.

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