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Quinta-feira, 8 dez 2022 - 11h24
Por Rogério Leite

Manchas, buracos e tempestades. É o Sol aumentando sua atividade

Observando as imagens do Sol agora e comparando com anos ou até mesmo meses atrás, pode-se notar uma grande diferença. Atualmente, nossa estrela apresenta muito mais regiões ativas visíveis, além de grandes buracos coronais invisíveis causadores de fortes tempestades geomagnéticas aqui na Terra.

Gigantesco Buraco Coronal registrado no comprimento de onda do ultravioleta extremo, em 8 de dezembro de 2022.
Gigantesco Buraco Coronal registrado no comprimento de onda do ultravioleta extremo, em 8 de dezembro de 2022.

Entre 8 e 9 de dezembro, nosso planeta atravessará uma longa esteira de partículas carregadas soprada desde a alta atmosfera. Essa esteira de partículas tem origem na alta atmosfera da estrela, que neste momento apresenta diversos buracos coronais geoefetivos (faceados em direção à Terra) por onde sopra rajadas de ventos mais intensas.

Além dos buracos coronais presentes na face voltada em direção à Terra, a o Sol também revela uma série de regiões ativas (manchas) que podem produzir ejeções de massa coronal nas próximas horas, em especial a Região Ativa AR3153, vista na imagem abaixo.

Sol registrado no comprimento de onda da luz visível, em 8 de dezembro de 2022. O destaque fica por conta da mancha solar AR3153.
Sol registrado no comprimento de onda da luz visível, em 8 de dezembro de 2022. O destaque fica por conta da mancha solar AR3153.

Buraco Coronal
Um buraco coronal é uma região da coroa solar onde uma anomalia localizada no campo magnético da estrela permite que as partículas solares, anteriormente aprisionadas, escapem em alta velocidade em direção ao espaço.

Esse tipo de anomalia é um fenômeno comum na face solar, mas quando a rotação da estrela os torna geoefetivos, ou seja, voltado para a Terra, as partículas escapam na direção ao nosso planeta, provocando as conhecidas tempestades geomagnéticas.

Vistas no comprimento de onda do ultravioleta extremo, os buracos coronais se revelam como regiões mais brilhantes nas imagens solares.

Manchas Solares
Diferentemente dos buracos coronais, que só podem ser vistos através de imagens em comprimentos de ondas de muito alta energia, as manchas solares são feições mais mundanas, que podem ser vistas da Terra através de óculos especiais de proteção.

As manchas são regiões localizadas na fotosfera solar e são formadas por zonas irregulares de plasma contido por fortes linhas de campo magnético. Essa contenção magnética faz com que o plasma (o hidrogênio incandescente) apresente temperatura menor que o gás do restante da fotosfera e consequentemente se torna menos brilhante.

Enquanto na fotosfera a temperatura chega a atingir 5 mil graus, as manchas solares apresentam temperaturas até 2 mil graus mais baixa e apesar de aparentarem cor negra, ainda assim são mais brilhantes que a Lua cheia.

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