Quarta-feira, 14 jan 2015 - 11h06
Por Rogério Leite

Sonda Messenger: Vale tudo para adiar impacto contra Mercúrio

Se nada for feito, no final de março a missão da sonda estadunidense Messenger chegará ao fim. Sem combustível para correção de orbita a nave se chocará contra a superfície, mas os engenheiros estão tentando evitar que isso aconteça.

Impacto da sonda Messenger
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A Messenger (MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry and Ranging) foi lançada em agosto de 2004 e em 18 de março de 2011 se tornou a primeira nave a orbitar o planeta Mercúrio. Desde então, a sonda enviou à Terra mais de 255 mil fotos e cerca de 10 terabytes de dados científicos do planeta.

Durante todo o tempo em que permaneceu no espaço, realizou diversas correções de orbita e posicionamento e para isso precisou fazer uso de combustível, que agora está chegando ao fim.

De acordo com os engenheiros do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, APL, responsáveis pela missão Messenger, os cálculos indicam que os tanques de hydrazina estão praticamente esgotados e provavelmente não serão capazes de manter a sonda na orbita planetária depois de março e a Messenger fatalmente se chocará contra a superfície mercuriana.

Embora esse evento seja inevitável, os pesquisadores do APL estão trabalhando com uma hipótese de ampliar por mais trinta dias a atividade da sonda. Para isso, tentarão realizar um feito inédito e utilizarão os tanques de hélio pressurizado para gerar empuxo e elevar ligeiramente a orbita da nave.

"A equipe continua a procurar maneiras criativas para manter a Messenger funcionando" disse Stewart Bushman, engenheiro de propulsão da missão junto ao APL.

"Que eu saiba, esta é a primeira vez que o hélio pressurizado será utilizado como propelente em foguetes de hidrazina". Segundo Bushman, estes motores não são otimizados para usar gás pressurizado como fonte propulsora. "O motores da Messenger têm limitadores de fluxo de hidrazina que reduzem a pressão de alimentação. Isso prejudica o desempenho quando comparado aos verdadeiros motores a gás frio reais, que são bem mais complexos do que apenas válvulas e um bico", explicou o engenheiro aeroespacial.

Mesmo com baixa eficiência, é certo que a tentativa será realizada e se tudo der certo a Messenger estenderá seu tempo de atividade em até quatro semanas. Neste período, os pesquisadores do APL deverão realizar medições de curto período no campo magnético, com a sonda orbitando o planeta entre 7 e 15 km de altitude.

De acordo com o pesquisador Haje Korth, principal investigador dos dados do magnetômetro a bordo da Messenger, esse dados serão comparados àqueles obtidos no início da missão em altitudes mais elevadas. Quando combinados, poderão revelar a profundidade da fonte das variações.

Depois que o hélio se esgotar, a Messenger cairá na superfície de Mercúrio. Durante a queda, os sensores também coletarão dados importantes da queda, que serão transmitidos até que a nave seja destruída.

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