Quarta-feira, 4 set 2013 - 11h22
Por Rogério Leite

Supertempestade mostra que Saturno não é tão calmo como parece

Além de belo, Saturno é um planeta relativamente calmo. No entanto, uma severa tempestade registrada em 2010 mudou a cara do planeta ao arremessar na alta atmosfera uma enorme quantidade de gelo sugada das profundezas do gigante gasoso.

Supertempestade em Saturno
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Um estudo publicado esta semana pela revista científica Icarus revelou que a supertempestade foi tão forte que sugou e lançou para o alto bilhões de toneladas de cristais de gelo e amônia localizados a mais de 160 quilômetros de profundidade no interior da atmosfera.

A natureza do material foi descoberta um ano depois, após estudo de dados espectrográficos e imagens em infravermelho registrados pela sonda Cassini em fevereiro de 2011. Essa foi a primeira vez que a água congelada foi detectada na atmosfera do planeta.

O estudo, liderado pelo cientista Lawrence Sromovsky, ligado à Universidade de Wisconsin, mostra que as partículas do topo da atmosfera são compostas de uma mistura de três substâncias: água congelada, cristais de amônia e um terceiro elemento incerto, possivelmente hidrossulfito de amônio, anteriormente detectados na atmosfera do planeta Júpiter.

O primeiro sinal da supertempestade ocorreu por meio dos detectores da Cassini em dezembro de 2010 e logo depois a tormenta passou a ser observada diretamente por astrônomos amadores em todo o mundo. A tempestade ganhou força e em poucos dias já cobria mais de 300 mil km sobre o hemisfério norte do planeta.

Segundo Sromovsky, o senso comum de que Saturno é um planeta calmo não é tão verdadeiro assim. "Nem em Júpiter, onde as supertempestades são comuns, vimos o gelo ejetado tão alto".

Apesar de intensas, essas tempestades monstruosas não acontecem a toda hora. De acordo com os pesquisadores, sistemas intensos assim ocorrem uma vez a cada 30 anos em média, ou uma vez a cada ano saturniano.



Foto: Imagem registrada pela sonda Cassini, da Nasa, mostra a tempestade em 24 de dezembro de 2010. Na ocasião, o sistema já cobria mais de 10 mil km, três semanas após a primeira detecção do evento. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute, Apolo11.com.

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