Espaço - Ciências - Fenômenos Naturais
Compartilhe! 

Editoria: Exploração Espacial
Terça-feira, 27 out 2009 - 07h54

Nasa divulga nova imagem formada por redemoinhos em Marte

A agência espacial americana (Nasa) divulgou uma imagem inédita da superfície de Marte captada pela sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). À primeira vista, a fotografia em alta definição lembra uma tatuagem. Mas as manchas pretas sobre a superfície vermelha, resultam de redemoinhos de poeira nas areias do planeta.


Clique para ampliar

Os redemoinhos de poeira, fenômeno conhecido em inglês como dust devil (Poeira do Diabo), se caracterizam por ventos de rotação muito rápida que ocorrem em dias ensolarados, quentes e com baixa umidade. Por onde passam escurecem o solo. Em Marte não foi diferente e os redemoinhos criaram curiosos desenhos.

O fenômeno acontece quando o solo se aquece até uma determinada temperatura. O ar quente sobe em espiral e encontra outra porção de ar parado acima dele. Nessa dinâmica, o redemoinho ganha velocidade e levanta a poeira do solo, que se torna visível num formato de funil.

Normalmente, esse tipo de formação dura poucos minutos. Eles não são tão ameaçadores quanto os tornados, pois raramente a velocidade do vento passa de 100 km/h e não acontecem em situações de tempestade.

Outros eventos de redemoinhos em Marte já foram captados no passado. Na década de 70, a sonda espacial Viking fotografou pela primeira vez o fenômeno. Em 1997, a sonda Mars Pathfinder também detectou redemoinhos e mais tarde a sonda Spirit conseguiu capturar imagens do fenômeno bem ao seu lado.


Foto: Vistos da órbita marciana, os redemoinhos de vento formaram desenhos semelhantes àe tatuagens, conforme imagem captada pela sonda norte-americana Mars Reconnaissance Orbiter, em outubro de 2009. Crédito: JPL/Nasa.







Apolo11.com - Todos os direitos reservados - 2000 - 2018
Política de Privacidade   |     Termo de Uso e Licenciamento   |  -   Entre em Contato

"O acaso não existe; o que chamamos de acaso é o efeito de uma causa que não conhecemos" - Voltaire