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Editoria: Astronomia
Segunda-feira, 29 nov 2010 - 06h37

Átomo da Paz sugere formato da Via Láctea após colisão

Apesar de não conseguirmos ver toda a plenitude da Via Láctea - afinal, estamos dentro dela - podemos estimar com bastante precisão suas magníficas formas e dimensões. No entanto, em alguns bilhões de anos nossa Galáxia colidirá com a galáxia de Andrômeda, mudando lentamente de formato até se transformar em mais um "Átomo da paz".

Galáxia NGC 7572
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A foto acima é um exemplo bem aproximado sobre o futuro da Via Láctea e também de Andrômeda. A cena mostra o objeto NGC 7572, composto por uma colossal quantidade de estrelas criadas há centenas de milhões de anos após uma gigantesca colisão entre duas galáxias. O resultado do choque foi apelidado pelos cientistas de "galáxia Átomo da Paz", devido à similaridade com o esquema da órbita atômica.

A foto foi registrada pelo telescópio MPG/ESO de 2.2 metros de abertura, localizado no deserto do Atacama, no Chile, pertencente ao Observatório Europeu Austral. NGC 7252 se localiza na constelação de Aquário, a 220 milhões de anos-luz da Terra e mede nada menos que 600 mil anos-luz de largura, cerca de 6 vezes o tamanho da Via Láctea.


Colisão
Situada a 2.5 milhões de anos-luz da Terra, a Galáxia de Andrômeda é um dos mais belos objetos do céu noturno. Conhecida como M31, é a maior e mais próxima galáxia em espiral nas proximidades da Via Láctea.

Andrômeda
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Não se sabe ao certo quando ambas as galáxias irão se fundir, já que a velocidade de deslocamento de M31 não é bem conhecida. As últimas estimativas indicam que ambas se aproximam entre 230 e 475 mil km/h.

Entretanto, de acordo com os pesquisadores T. J. Cox e Abraham Loeb, ligados ao Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, esse momento não é de todo desconhecido e segundo eles isso ocorrerá em aproximadamente 2 bilhões de anos, bem antes do Sol colapsar numa anã branca. Quem viver, verá!



Fotos: No topo, galáxia NGC 7572, como registrada pelo telescópio MPG/ESO de 2.2 metros de abertura. Acima, galáxia de Andrômeda, ou M31. Para fazer esta imagem os cientistas utilizaram 330 cenas captadas com auxílio do telescópio ultravioleta a bordo do satélite Swift. Crédito: ESO - NASA/Swift/Stefan Immler (GSFC) and Erin Grand (UMCP) - APOLO11.com.







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