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Editoria: Espaço - Tecnologias
Domingo, 1 abr 2018 - 08h35

Chegou a hora. Estação Espacial Chinesa Tiangong 1 cairá esta noite

A previsão mostra que a Tiangong pode reentrar na costa do Brasil às 21h40 BRT. Estamos ao vivo com câmera apontada para o céu.

Assistam




Atualização - 12h00 BRT
Novas modelagens indicam que a Tiangong pode reentrar perto da costa da América do Sul.

Rastreie a Estação Espacial Chinesa em tempo real

Na previsão feita pelo USstratCom a Tiangong reentra perto da costa do Brasil às 21h47 BRT (Horário de Brasília).

Na previsão do Satview a nave reentra entre o Uruguai e Argentina, as 20h05 BRT.

Veja as previsões abaixo


Previsao de reentrada da estacao espacial chinesa Tiangong 1
Previsao de reentrada da estação espacial chinesa Tiangong 1 feita pelo USSTratcom


Previsao de reentrada da estacao espacial chinesa Tiangong 1
Previsao de reentrada da estação espacial chinesa Tiangong 1 feita pelo Satview.org





Atualização - 08h40
As mais recentes modelagens indicam que a nave de 8.5 toneladas romperá a atmosfera antes da meia-noite. O local exato ainda não é conhecido, mas já existem algumas estimativas.

Previsao de reentrada da nava Tiangong 1 feita pelo site Satview.org
Previsão de reentrada da nava Tiangong 1 feita pelo site Satview.org


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A estação espacial chinesa Tiangong 1 está caindo mais de 4 km por dia e de acordo com o site especializado Satview.org, deverá iniciar o processo de reentrada durante a orbita 37405 às 22h39 BRT (horário de Brasília) a 128 km de altitude, quando estiver sobrevoando o Pacífico ocidental, a cerca de 2 mil km do nordeste da Austrália.

Modelagem feita pelo USStratCom (Comando de Defesa Estratégica dos EUA) na manhã de domingo mostra que a Tiangong cairá na orbita anterior, 37404, às 21h15 BRT, também no Pacífico ocidental,ao leste da Nova Zelândia, minutos antes de passar pelo extremo sul da América do Sul.

Os momentos informados se referem à melhor estimativa de reentrada. O erro de modelagem previsto pelo Satview é de +/- 8 horas enquanto a margem do USStratCom é de 5 horas.


Neste vídeo nós rastreamos em tempo real a estação espacial chinesa Tiangong 1. Durante o rastreio o diretor do site Apolo11.com também respondeu perguntas dos internautas. O vídeo foi transmitido ao vivo em 31 de março de 2018. Clique para ver.



Neste vídeo nós rastreamos em tempo real a estação espacial chinesa Tiangong 1 durante passagem sobre a Região Sul do Brasil. Durante o rastreio o diretor do site Apolo11.com respondeu perguntas dos internautas e explicou como poderá ser a reentrada da estação espacial chinesa. O vídeo foi transmitido ao vivo em 24 de março de 2018. Clique para ver.

Histórico
Tiangong 1, identificação Norad 37820, foi lançada em setembro de 2011 e projetada para queimar na atmosfera em 2013, mas até este momento a nave continua em orbita, embora às cegas.

Desde seu lançamento, Tiangong-1 foi visitada por diversas naves. A primeira a se atracar ao complexo foi a nave automática Shenzhou 8, que se acoplou em novembro de 2011. Em junho de 2012 a estação recebeu a visita da nave tripulada Shenzhou 9, quando a taiconauta Liu Yang se tornou a primeira mulher chinesa no espaço.


Como acontece uma reentrada espacial
Naves que reentram sem controle na atmosfera, normalmente se rompem entre 72 e 84 quilômetros de altitude devido à temperatura e forças aerodinâmicas que agem sobre a estrutura.

A altitude nominal do rompimento é de 78 km, mas satélites de grande porte que têm estruturas maiores e mais densas conseguem sobreviver por mais tempo e se rompem em altitudes mais baixas. Painéis solares são destruídos bem antes, quando os satélites ainda estão entre 90 e 95 km.


Lixo espacial - Tanque delta 2

Algumas peças de lixo espacial são tão grandes que elas não se queimam na atmosfera da Terra e atingem o solo, como este tanque principal do segundo estágio de um foguete Delta-2, que caiu em janeiro de 1997 na cidade de Georgetown, no Texas, EUA.

Uma vez que a espaçonave ou seu corpo principal se rompem, diversos componentes e fragmentos continuam a perder altura e se aquecer, até que se desintegram ou atingem a superfície.

Muitos dos componentes são feitos em alumínio, que derretem facilmente. Como resultado, essas peças e desintegram quando a nave ainda está em grandes altitudes.

Por outro lado, se um componente é feito com material muito resistente, que necessita de altas temperaturas para atingir o derretimento, pode resistir por mais tempo e até mesmo sobreviver à reentrada.

Entre esses materiais se encontram o titânio, aço-carbono, aço inox e berilo, comumente usados na construção de satélites.

O interessante é que ao mesmo tempo em que são resistentes às altas temperaturas, esses materiais também são muito leves (por exemplo, chapas de tungstênio) e como resultado a energia cinética no momento do impacto é tão baixa que raramente provoca danos de grande porte.

O problema dos detritos começa com a composição química residual, que dependendo do componente que sobreviveu à reentrada pode conter material extremamente tóxico, como a hidrazina, utilizado como combustível ou até mesmo material radioativo, usado na geração de energia elétrica.







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