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Editoria: Espaço - Tecnologias
Sexta-feira, 8 dez 2017 - 08h57

De volta para o passado: missão alemã visitará local de pouso da Apollo 17

Embora o objetivo principal da missão seja o de testar novas tecnologias de comunicação, o anúncio do local de pouso causou bastante euforia. A empresa levará dois jipes ao local de pouso da missão Apollo 17, onde farão fotos do módulo de descida e do rover deixados pelos astronautas em 1972.

Rover Lunar missao Apollo 17
Em dezembro de 1972, os astronautas Eugene Cernan e Harrison Schmitt levaram 72 explorando a Lua, grande parte por meio de um pequeno jipe. Ronald Evans, o terceiro astronauta, era o piloto do módulo de comando, que orbitava o satélite.


Batizada de "Mission to the Moon", a missão é uma parceria entre a startup alemã PTScientists e a gigante automobilística Audi. Oficialmente, o objetivo é explorar a Lua e enviar dados de telemetria através de sistema de telefonia celular, abrindo um novo mercado para a exploração comercial da Lua.

O lançamento está dentro do cronograma e deverá acontecer em 2019.


Missão Apollo 17
O local escolhido para o pouso é a o vale Taurus-Littrow, onde em dezembro de 1972 ocorreu o último pouso do Homem na Lua, realizado pela missão Apollo 17. De acordo com o porta-voz da PTScientists, os dois jipes da Audi deverão se aproximar dos local e fazer fotos em alta definição dos equipamentos ali deixados, mas tudo será feito a uma distância segura para que não afete a integridade do local ou represente algum risco histórico.


Apresentação da missão PTScientists em Berlin, Alemanha. Na foto, diretores da Audi e da PTScientistas mostram o módulo e rover que serão levados à Lua.

Apresentação da missão PTScientists em Berlin, Alemanha. Na foto, diretores da Audi e da PTScientistas mostram o módulo e rover que serão levados à Lua.

Imagens do Local
O registro de imagens dos equipamentos e dos dados locais é bastante aguardado por pesquisadores da NASA, que poderão estudar como a erosão provocada por micrometeoritos, vento solar e radiação cósmica afetam os objetos deixado por muito tempo na superfície da Lua. Estudos desse tipo são bastante desejáveis, pois ditarão a forma e métodos de construção das futuras bases lunares.

Além disso, o registro é bastante aguardado por pesquisadores independentes, que ainda desconfiam da veracidade das missões Apollo.


A Missão
Os dois rovers chegarão à Lua através do módulo batizado de ALINA (Autonome Landing and Navigation) e serão alimentados por baterias recarregáveis e painéis solares. Além das câmeras, os rovers também estão equipados com instrumentos de grande precisão, que coletarão dados da superfície lunar.

Segundo os idealizadores, um dos maiores desafios será transmitir os dados telemétricos até a Terra, uma vez que é preciso gastar muita energia das baterias, que serão praticamente consumidas com o deslocamento dos jipes.

Torre de Celular
Para resolver esta questão, os alemães optaram por transmitir os dados através de uma tecnologia bastante amadurecida chamada LTE, que é a mesma usada no sistema de comunicação sem fio empregado aqui na Terra para conversar em nossos telefones celulares.

"Vamos coletar muitos dados científicos sobre a Lua e a conectividade de alta velocidade que a LTE proporciona nos permitirá que os rovers se comuniquem com segurança com o módulo de pouso ALINA, que enviará as valiosas informações de volta à Terra", disse o engenheiro da equipe Karsten Becker.

De acordo com o projeto original, a torre terá 2 metros e altura e será erguida através de um sistema pneumático montado no topo do módulo Alina. Os rovers da Audi se comunicarão com a estação radio base através de pequenas antenas, exatamente igual aos celulares atuais.







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