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Editoria: Fenômenos Naturais - Furacões
Quarta-feira, 26 out 2005 - 07h06

Wilma se vai, mas deixa mortos e prejuízos incalculáveis

Pelo menos seis pessoas morreram devido à passagem do furacão Wilma pelo estado da Flórida durante domingo e segunda-feira.

A região de Naples, na costa sudeste do estado foi a mais castigada. Cidades como Fort Lauderdale e a turística Miami também foram seriamente atigidas.

Wilma atingiu terra-firme às 08h30 de segunda-feira (hora local), com violentos ventos de categoria 3, chegando a 200 km/h. A região de Cabo Romano, a 40 km ao sul de Naples, recebeu o impacto direto da tormenta, a 12º da temporada.

Segundo a defesa civil dos EUA, FEMA, seis pessoas morreram e o prejuízo deve ultrapassar 20 bilhões de dólares, superando o prejuízo causados pelo furacão Andrew, em 1992, considerado um dos mais devastadores da história dos EUA.

Pelo menos 3 milhões de habitantes da Flórida ainda estão sem energia elétrica.

Antes de atingir o estado americano, Wilma castigou seriamente cidades próximas à costa da Península de Yucatán. No México, a cidade de Cancún, destino turístico de milhares de pessoas, foi praticamente devastada. De acordo com autoridades mexicanas, a polícia está com sérios problemas para evitar os saques.

Em Cuba, aproximadamente 650 mil pessoas tiveram de ser evacuadas das cidades da costa oeste. A capital Havana está inundada devido às fortes chuvas provocadas pelo furacão.

No Haiti, já foram confirmadas oito mortes.


Boletim
Em seu boletim número 43, emitido às 03h00 desta quarta-feira, o Centro Nacional de Furacões dos EUA, NHC, informou que Wilma se tornou extratropical (já não está mais entre os trópicos) e seu centro estava localizado sobre as coordenadas 41.7 N e 62.8 W, aproximadamente a 330 km a sul-sudeste de Halifax, na Nova Escócia.

Wilma move-se muito rapidamente, a razão de 85 km/h, em sentido nordeste. Um giro em sentido este-nordeste e uma menor velocidade de deslocamento são previstos para as próximas 24 horas

Os ventos máximos sustentados por Wilma estão agora em 140 km/h com fortes rajadas. Imagens de satélites mostram que Wilma está se misturando a outro sistema de baixa pressão sobre o Atlântico e perdendo suas características tropicais.

A pressão barométrica no centro da tempestade é de 976 hPa (hectoPascais).


Tempestade Alpha
No final de semana, outra depressão tropical, batizada de Alpha, e formou no Mar do Caribe, e trouxe chuvas torrenciais para o Haiti e a República Dominicana.

De acordo com a rede de TV CNN, Alpha causou a morte de 8 pessoas no Haiti.

A formação de Alpha, que recebeu um nome da primeira letra do alfabeto grego depois de todos os 21 nomes para tempestades neste ano terem sido usados, fez desta temporada de furacões a mais ativa desde 1933.

A temporada de furacões termina no dia 30 de novembro.

  • Conheça a escala Saffir-Simpson


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