Espaço - Ciências - Fenômenos Naturais
Compartilhe! 

Editoria: Terremotos
Quarta-feira, 15 out 2008 - 08h05

Lua alaranjada intriga moradores de São Paulo

Quem assistiu ao nascer da Lua ontem em São Paulo percebeu que o astro estava estranhamente alaranjado.

Lua alaranjada

O Apolo11 recebeu uma série de emails perguntando o que estava acontecendo com nossa Lua ou se estava ocorrendo algum eclipse entre 18 e 19 horas.

O responsável pelo tom alaranjado visto na Lua em São Paulo foi a grande quantidade de material particulado, principalmente fuligem, gerada pelos carros e caminhões e que não se dispersou adequadamente. O motivo da não dispersão dos poluentes foi a baixa umidade do ar associada ao vento quase nulo.

Pelo gráfico abaixo é possível verificar que no momento em que a Lua estava alaranjada, o nível de umidade relativa estava em 30% às 19 horas, nível considerado crítico pela Organização Mundial de Saúde. Ao mesmo tempo, o vento registrado pelo aeroporto de Congonhas era de apenas 7 km/h.

Condições de dispersao dos poluentes

Absorção
Quando a Lua nasce ela se encontra próxima do horizonte e a luz que reflete é afetada diretamente pela espessa atmosfera existente entre o horizonte e o observador. Essa camada de atmosfera absorve os comprimentos de onda azul e verde, mas deixa passar a luz vermelha. Quando existe muita quantidade de material em suspensão, a absorção é ainda maior, contribuindo para aumentar ainda mais o tom avermelhado dado à Lua.

À medida que a Lua sobe, no entanto, a luz enfrenta menor camada de atmosfera e material em suspensão e se torna mais clara.

Arte: No topo, Lua cheia alarajada, registrada em São Paulo em 14 de outubro. Na seqüência, gráfico mostra as condições meteorológicas no dia 14 de outubro de 2008 na cidade de São Paulo. Crédito: Apolo11/Meteografos.







Apolo11.com - Todos os direitos reservados - 2000 - 2018
Política de Privacidade   |     Termo de Uso e Licenciamento   |  -   Entre em Contato

"O segredo em negócios é saber alguma coisa que mais ninguém sabe." - Aristóteles Onassis