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Editoria: Fenômenos Naturais - Tsunamis
Terça-feira, 15 fev 2005 - 14h41

Famílias de vítimas do tsunami processarão serviço meteorológico por omissão

Algumas vítimas européias do tsunami que devastaram em dezembro passado vários países da Ásia apresentam esta semana numa corte de Nova York, no EUA, uma ação contra o serviço meteorológico americano, o grupo hoteleiro francês Accor e o governo da Tailândia para que demonstrem que alertaram sobre a catástrofe, disseram hoje os advogados dos demandantes em Viena.

A demanda não tem por objetivo, pelo menos inicialmente, obter compensação econômica, mas informação que possa demonstrar a negligência das partes denunciadas no terremoto que gerou um maremoto em 26 de dezembro no sul e sudeste da Ásia, declararam à imprensa dois advogados austríacos e um americano. "Percebemos que foram cometidas faltas graves", declarou um dos advogados, Herwig Herwig Hasslacher.

A Administração Norte-Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA) em Washington, e sua sucursal, o Centro de Alerta de Maremotos no Havaí, no Oceano Pacífico, são acusadas de ter registrado imediatamente o terremoto e não ter alertado os países do Índico porque não integravam sua área de atuação.

Segundo os advogados, que representam 15 vítimas austríacas e quatro alemãs, se a NOAA ou o governo tailandês, que tinha informação sobre a proximidade da catástrofe e não fez nada durante uma hora, tivessem transmitido urgentemente esses dados, as pessoas que estavam no litoral desses países poderiam ter escapado antes da chegada das ondas gigantescas.

"Não informaram, apesar de estar a par desta informação 15 minutos depois do terremoto, de seu epicentro e sua força. Existe uma obrigação de alerta a partir de uma magnitude de 6,5 na escala Richter", declarou Hasselbacher, acrescentando que o tremor em frente à ilha indonésia de Sumatra atingiu os nove graus.

O advogado americano Ed Fagan disse que apresentaria a demanda na quinta-feira ou na sexta-feira para pedir a "conservação de documentos" como fotos de satélites ou comunicações entre a NOAA, Tailândia e Indonésia.

Já o grupo francês Accor, através de suas filiais nos Estados Unidos, é acusado de ter informado mal as famílias das vítimas depois da catástrofe e ter construído um hotel Sofitel em Phuket (Tailândia) num local em que sabia que existia uma linha de falha sísmica.







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