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Editoria: Fenômenos Naturais - Vulcões
Sábado, 10 mai 2008 - 16h36

Cinzas do vulcão Chaitén avançam e podem chegar ao Rio Grande do Sul

Imagens de satélites recebidas nesta manhã de sábado mostram que as cinzas do vulcão Chaitén, que entrou em erupção no último dia 2 de maio de 2008, continuam a se deslocar em sentido norte e já atingem diversas localidades da Argentina e Uruguai.

No Uruguai, diversas companhias aéreas suspenderam seus vôos na capital Montevidéu, depois que as cinzas vulcânicas chegaram àquela região do país. Apesar da pouca variação dos ventos, é possível que as cinzas cheguem ao extremo sul do Rio Grande do Sul até domingo.

De acordo o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, a nuvem ainda é muito densa nas áreas próximas ao vulcão, principalmente na região central e norte de Chubut e no sul de Río Negro. Ali, segundo o instituto argentino, as partículas permanecem suspensas em níveis baixos e médios da atmosfera, até 3 mil metros de altitude.

A explosão do dia 2 de maio obrigou as autoridades chilenas a evacuar pelo menos 4 mil pessoas das vilas próximas à cidade de Chaitén a 10 km do vulcão e Futalefu, a 70 quilômetros. No dia 6 de maio a altura da coluna de cinzas e fumaça já atingia 30 quilômetros de altitude.


O Vulcão
Situado na Cordilheira dos Andes, entre a Argentina e o Chile, o vulcão Chaitén ergue-se a 962 metros de altitude sobre as coordenadas 42.833 S e 72.646 W, sobre um maciço de rocha do mesmo nome, 10 quilômetros a nordeste da cidade de Chaitén, no Golfo do Corcovado.

Sua larga caldeira de 3.5 quilômetros de diâmetro contém um domo formado por lava obsidiana, de aspecto vítreo. Devido à altitude, seu cume e também parte da encosta são normalmente cobertos de neve. O piso da caldeira é ocupado por dois lagos, ao norte e oeste do domo de lava.

A erupção de 2 de maio marcou o fim de um período de inatividade de aproximadamente 9 mil anos. A última explosão pirotécnica registrada pela montanha remonta ao ano de 7420 AC.

Foto: No alto, imagem de satélite da manhã de sábado (10 de maio de 2008) mostra a poeira vulcânica transportada pelos ventos desde o extremo sul do continente. Crédito: Nasa/Modis. Acima, aplicativo Satmaps mostra a localização da caldeira vulcânica.







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