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Editoria: Fenômenos Naturais - Icebergs
Sábado, 22 jan 2005 - 17h38

Cientistas observam com atenção possível colisão de iceberg gigante

Os cientistas observam com atenção a possibilidade de colisão entre um iceberg gigante e uma geleira antártica, que pode abrir passagens marítimas para a estação norte-americana McMurdo e ajudar os pingüins a atingirem áreas importantes de alimentação.

O iceberg B15-A, que tem cerca de 160 quilômetros de comprimento e possui água potável suficiente para abastecer o mundo todo por meses, foi um dia parte do grande iceberg B15, que se desprendeu do bloco glacial Ross, na Antártida, há cinco anos. Há meses o B15-A vem flutuando lentamente na direção da placa deDrygalski, e os cientistas acreditam na possibilidade de um choque.

"Parece muito provável, levando em conta como essa coisa vem se movimentando nos últimos quatro anos", disse o cientista australiano especializado em Antártida Neal Young.

A Fundação Nacional de Ciência (NSF), com sede nos EUA, havia previsto que a colisão ocorreria antes do Natal, enquanto a Nasa sugeriu que o choque aconteceria até 15 de janeiro. Mas Young, do Centro de Pesquisa Cooperativa em Clima e Ecossistema Antárticos, disse ontem que o iceberg ainda estava a cerca de 4,8 quilômetros da placa deDrygalski, avançando 1,6 quilômetro por dia.

Ele afirmou que ainda há a probabilidade de a colisão não acontecer, dependendo da ocorrência de tempestades ou da alteração do curso do iceberg por correntes marinhas. "Não há garantia de que haverá colisão, ou que ela seja catastrófica em termos de ter grandes conseqüências", disse.

Segundo ele, uma colisão pode arrancar um grande pedaço do iceberg e permitir que ele deixe a área em torno da ilha Ross, facilitando aos navios quebra-gelo chegar à estação McMurdo. A Nova Zelândia também tem uma base na área. Ele afirmou que a alteração também pode reduzir o trajeto dos pingüins até o mar, aonde vão para buscar comida para os filhotes, e aumentar as populações locais do animal. Young, que monitora o iceberg por imagens de satélite da Nasa, disse que a última vez que um pedaço se desprendeu da placa deDrygalski foi em 1956.







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