Espaço - Ciências - Fenômenos Naturais
Compartilhe! 

Editoria: Invenções e Descobertas
Sábado, 29 jan 2005 - 11h44

Balão científico da NASA quebra recorde voando na fronteira do espaço

Voando próximo à fronteira do espaço, um balão científico da NASA quebrou nesta quinta-feira o recorde de duração e distância para este tipo de equipamento. Voando em grande altitude por 42 dias, fez três órbitas ao redor do Pólo Sul.

O balão, do tamanho de quase dois campos de futebol, carregava a bordo o experimento CREAM - Cosmic Ray Energetics And Mass - desenhado para explorar os limites de aceleração dos raios cósmicos, que chegam à Terra vindos de fora do sistema solar.

Na ilustração ao lado temos uma concepção artística do balão durante o vôo.

Somado à coleta de dados científicos, o vôo foi uma demonstração da capacidade dos sistemas de suporte dos ULDB', ou Balões de Longa Duração, que estão sendo desenvolvidos pela NASA para voar por mais de 100 dias.

O artefato, preenchido com gás hélio, e comandado à distância, foi lançado da base Antártica de Mcmurdo no dia 16 de Dezembro de 2004. Após viajar por 41 dias e 22 horas, pousou no último dia 27 de janeiro de 2005 a 660 quilômetros de McMurdo Sound. As operações de recuperação dos instrumentos ainda estão em progresso.

O antigo recorde deste tipo de vôo foi em Dezembro de 2001, também em McMurdo. Naquela ocasião o vôo orbitou o Pólo Sul duas vezes durante 31 dias e 20 horas.

"Nós estamos excitados com a duração deste vôo, que permitiu aos cientistas obter uma ampla gama de dados para prosseguir seus estudos", disse David Pierce, chefe do programa de balões do Goddard Space Flight Center, da NASA. "Rotineiramente fazemos balões que voam por bastante tempo, mais de duas semanas, mas nenhum dos vôos ultrapassou esta marca. É sensacional", disse ele.

Na imagem acima vemos o balão em sua fase de inflagem com gás hélio. Este tipo de balão científico é feito de polietileno, e sua espessura é próxima a de um guardanapo comum.

O enorme balão, de 137 metros e 1800 quilos, foi necessário para elevar o equipamento CREAM, de duas toneladas, até a altitude de 38.100 metros. Na foto ao lado vemos o lançamento do engenho, na base de McMurdo.

Especialistas do NSFB - Departamento Nacional de Balões Científicos, que coordenam aproximadamente 25 vôos por ano, em diversas partes do mundo, conduziram o lançamento, vôo e operação de recuperação de equipamentos.

"Detectores a bordo de balões, voando nos limites da atmosfera, podem identificar diversas partículas antes de se chocarem com partículas no ar", disse Eun Suk Seo, diretor do projeto CREAM, da Universidade de Maryland. "O instrumento científico, sistemas auxiliares e também o esquema de operações foi testado com sucesso neste vôo recorde. Estamos prontos para os vôos de longa duração", se referindo ao projeto ULDB.

"A maior parte destes modernos detectores de partículas foi construída nas universidades americanas por estudantes, jovens cientistas e engenheiros", disse o Dr. Vernon Jones, cientista-chefe do laboratório suborbital da NASA.

A imagem acima mostra o caminho feito pelo balão. Clique sobre ela para ver a animação do vôo.

O projeto CREAM é feito em conjunto por diversas universidades dos EUA, Itália, Coréia, França e México.

IMAGENS

  • Experimento CREAM sobre o caminhão
  • Experimento CREAM pronto para lançamento
  • Decolagem
  • Lançamento
  • Balão






  • Apolo11.com - Todos os direitos reservados - 2000 - 2018
    Política de Privacidade   |     Termo de Uso e Licenciamento   |  -   Entre em Contato

    "A gente só diz sim ou não no casamento e, ainda assim, às vezes erra." - Itamar Franco