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Editoria: Espaço - Tecnologias
Quarta-feira, 8 nov 2006 - 09h20

INPE lança ao espaço balão com telescópio japonês

Equipes das universidades de Nagoya e Osaka (Japão) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) preparam para o hoje o lançamento de um gigantesco balão extratosférico que levará a bordo o experimento SUMIT (sigla para SuperMirror Imaging Telescope experiment), um imageador de raios X de última geração, capaz de produzir imagens de alta resolução de objetos astronômicos.

A operação, realizada a partir da base do INPE em Cachoeira Paulista, SP, depende das condições meteorológicas da região.

Nos últimos dias as duas entidades realizaram diversos testes, entre eles o lançamento de vários balões-sonda (foto abaixo), que atingiu 32 mil metros. O balão que carregará o intrumento Sumit atingirá 38 mil metros, altitude máxima alcançada com balões.

O SUMIT é um dos mais modernos experimentos com balão estratosférico de observação de raios X altamente energéticos através de técnicas defocalização utilizando ótica geométrica.

O instrumento permitirá que os astrônomos façam imagens em alta resolução de objetos no espaço que não podiam ser observados com a tecnologia atual, e ajudará a entender a organização de grandes estruturas do Universo, como os aglomerados de galáxias.

Atualmente, a grande maioria das observações no comprimento de onda dos raios X, são feitas pelo observatório espacial Chandra, na Nasa, mas que não consegue enxergar emissões altamente energéticas.

Ao atingir 38 mil metros, o telescópio, de mais de 8 metros de comprimento e 800 quilos de peso, será lançado e deverá permanecer no ar por cerca de 12 horas. Neste período o intrumento tentará captar imagens de alta resolução de emissões em raios X da Nebulosa do Caranguejo, uma formação resultante da explosão de uma supernova há quase 1000 anos.

Segundo o astrônomo João Braga, um dos coordenadores do projeto, o Brasil foi escolhido para auxiliar os pesquisadores japoneses por uma questão da geografia do país e do know-how do Inpe. “O Japão é muito pequeno e montanhoso. Por isso, um vôo com várias horas de duração, como eles queriam anteriormente, seria inviável. O experimento acabaria indo para o mar”, completa Braga.

Se obtiver sucesso, o telescópio deverá ser recuperado para a análise dos dados e outro vôo semelhante deverá ocorrer no dia 13 de novembro.

Fotos: No alto, o telescópio Sumit se prepara para o lançamenmto em um dos hangares do INPE. No meio o lançamento de uma sonda, na semana passada, atingiu 32 mil metros e serviu para checar os intrumentos telemétricos, vistos na imagem acima.







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