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Editoria: Astronomia
Domingo, 4 mar 2007 - 08h35

Eclipse da Lua é show no Brasil e recorde de audiência !

Milhões de brasileiros saíram à rua na noite de sábado para conferir um dos mais belos espetáculos naturais, o eclipse total da Lua.

Com hora marcada, o eclipse teve início exatamente às 18h30 minutos, quando a borda direita do satélite foi tocada pelo cone de sombra da Terra. Posicionado entre a Lua e o Sol, nosso planeta formou uma gigantesca barreira física, impedindo que os raios solares chegassem à Lua.

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Este momento inicial não pode ser visto no continente, já que a Lua ainda não havia nascido em nenhuma cidade brasileira. Minutos mais tarde, com a Lua já acima do horizonte, o espetáculo começou a ser vislumbrado, com o enorme disco lunar literalmente "mordido" pela sombra da Terra.

Caminhando dentro do cone de sombra, a mordida se ampliava. Às 18h57 a sombra tocava a cratera Kepler, nome dado em homenagem a Johannes Kepler, astrônomo alemão nascido em 1571. Minutos mais tarde, às 18h57, foi a vez da cratera Copérnico ser obscurecida. A cratera tem esse nome em homenagem a Nicolau Copérnico, astrônomo e matemático polonês, autor da teoria heliocêntrica.

Às 19h44, toda a Lua se encontrava dentro do cone de sombra. Neste momento o eclipse era total e à medida em que a Lua era obscurecida, sua coloração passava do cinza azulado ao alaranjado, provocado pela refração da luz do Sol nas altas camadas da atmosfera terrestre, que desviados, atingiam tênuamente a superfície da lua.

A cor avermelhada dava o tom do espetáculo.

Durante pelo menos 1 hora e 14 minutos a Lua permaneceu obscurecida. Saturno, à esquerda do astro, ajudava a compor a cena, apreciada por milhões de pessoas. Às 20h58 os primeiros raios de Sol começaram novamente a iluminar a superfície do satélite.

Inicialmente tímido, o Sol começou a ganhar força conforme a Lua deixava o cone de sombra. Às 21h06 a cratera Grimaldi deixava as trevas. Às 21h22 era a vez da cratera Copérnico ser novamente iluminada.

Pouco a pouco o astro voltava à sua normalidade, mas os sinais da mordida da sombra eram evidentes. A cor, antes alaranjada, voltava ao normal. Às 22h12, finalmente, toda a Lua já havia deixado o cone de sombra. Distantes, as pessoas agradeciam à natureza pelo belo espetáculo oferecido.


Ao vivo
O eclipse deste sábado pode ser visto em quase todo o Brasil onde o tempo colaborou. Quem não viu, pode acompanhar o eclipse ao vivo pelo Apolo11, que transmitiu ininterruptamente todas as fases do evento. Segundo Rogério leite, diretor do portal, pelo menos 70 mil pessoas acessaram o site neste dia, batendo o recorde do ano em acessos.

Mas nem tudo transcorreu como o previsto. "Nosso provedor, instalado nos EUA, não conseguiu dar conta do recado, e muita gente não conseguiu assistir. Recebemos muitos emails de usuários que simplesmente não conseguiram acessar", disse Leite. De acordo com o diretor do portal, já está sendo feita nova parceria para a hospedagem do portal, com capacidade maior para acesso dos internautas. "Para o próximo eclipse, no dia 28 de agosto, estaremos com força total !", completou.

Fotos: Imagens exibidas durante a transmissão ao vivo mostram três fases do fenômeno. A imersão da sombra da Terra pela borda direita da Lua, o ápice do evento, com a Lua totalmente tingida de vermelho e a fase final, com o Sol voltando a iluminar o satélite.

Para saber mais sobre o eclipse, clique aqui.







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