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Editoria: meio_ambientex
América do Sul, 26 Dez 2003

Satélite mostra ocupação de uso do solo na fronteira brasileira

Nestas duas imagens, o efeito de diferentes políticas de uso do solo é claramente visível ao comparar uma imagem de 1973, feita pelo satélite Landsat, com outra mais recente, feita pelo satélite TERRA, em agosto de 2001.

Estas fotos mostram a região Sul do Brasil e partes da Argentina e do Paraguai, delimitadas pelo Rio Iguaçu e Rio Paraná.

Ambas as imagens foram feitas usando-se uma combinação de dados de sensores de comprimento de onda infra-vermelho e visível, de modo a contrastar as áreas de vegetação, em vermelho, água, em azul e áreas ocupadas, mostradas em cinza e verde.

O Paraguai permite uma total ocupação e uso das áreas.

Em 1973 quase toda a área a oeste da costa do Rio Paraná (que corta a imagem na vertical) era tomada por cobertura vegetal. Já em 2001 a ocupação de grande parte desta área fronteiriça pode ser confirmada.

No Brasil, ao contrário, vê-se uma sólida linha que divide a vegetação das áreas desenvolvidas, ao norte do Rio Iguaçu. Esta linha demarca a área de preservação ambiental do Parque Nacional do Iguaçu. É interessante reparar que em 1973 haviam algumas áreas em desenvolvimento às margens do rio, atualmente cobertas por vegetação.

Também em 1973 a mata nativa tomava quase toda a área onde hoje se encontra o grande lago de Itaipú.

Na Província de Misiones, no nordeste da Argentina o uso do solo é bem mais modesto que no Paraguai.

Na parte inferior da imagem vemos o nascimento de um novo lago, com traços remanescentes da Mata Atlântica a nordeste do reservatório. O restante desta mata aparece como pequenas lajotas, que nesta combinação de espectros aparecem na cor verde, devido à grande quantidade de ferro presente.







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