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Editoria: Mudanças Climáticas
Sexta-feira, 2 set 2005 - 06h51

Estudo prevê Oceano Ártico sem gelo no verão

Caso continue a tendência atual de elevação das temperaturas médias, os verões no Oceano Ártico poderão ser totalmente sem gelo, em situação inédita no último milhão de anos. Segundo um relatório de cientistas dos Estados Unidos, a situação não é apenas peculiar, mas extremamente preocupante.

O degelo está se acelerando e não se consegue descobrir qualquer processo natural que possa frear o processo. O resultado final não é novidade, tendo sendo inclusive tema de filmes: a elevação do nível do mar em todo o planeta, com a inundação das áreas costeiras.

O relatório é resultado de uma conferência organizada pelo Comitê Científico do Sistema Ártico da National Science Foundation, agência de financiamento à pesquisa do governo norte-americano. Liderada por Jonathan Overpeck, da Universidade do Arizona, a análise foi publicada na edição de 23 de agosto da Eos, revista da União Geofísica norte-americana.


Impactos dramáticos
Segundo o relatório, o degelo já provocou “impactos dramáticos” para os habitantes e animais do continente, que inclui partes do Alasca, Canadá, Rússia, Sibéria, Escandinávia e Groenlândia.

“O que realmente faz o Ártico ser diferente do resto do mundo não-polar é a permanente existência de gelo, seja em terra ou no oceano. Agora, estamos vendo todo aquele gelo derretendo e, infelizmente, podemos ver que irá derreter muito mais no futuro, até um estado em que não exista mais gelo”, disse Overpeck, em comunicado da Universidade do Arizona.


Gases do solo
Além do degelo no mar e em terra, os cientistas alertam que o permafrost, a camada de solo permanentemente gelada, irá derreter a ponto de desaparecer em algumas áreas.

Caso isso ocorra, a conseqüência direta será a liberação dos gases contidos durante milhares de anos na camada, que podem amplificar o peso das mudanças climáticas recentes promovidas pela ação humana.

“Portanto, é muito importante que tentemos muito arduamente, e o mais cedo possível, reduzir dramaticamente as emissões de dióxido de carbono”, afirmou Overpeck.







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