Quinta-feira, 13 set 2007 - 10h49

A terra treme: Indonésia registra 29 terremotos em 24 horas

Nas últimas 24 horas, a costa oeste da ilha de Sumatra, na Indonésia, registrou uma violenta série de abalos sísmicos, que se iniciou com o poderoso evento de 8.3 graus ocorrido na quarta-feira, 12 de setembro. Desde o instante do tremor, pelo menos 28 aftershocks, abalos disparados pelo tremor principal, foram registrados naquela região do oceano Índico, a maior parte com intensidade superior a 5.0 graus Richter.

Um desses eventos, ocorrido às 23h49 UTC do dia 12, chegou a registrar 7.8 graus, e foi localizado 10 km abaixo do leito submarino, sob as coordenadas 2.526 S e 100.964 W, aproximadamente a 185 km a sul-sudeste de Padang, na costa de Sumatra. Quatro horas depois, outro evento de 7.1 graus Richter foi registrado na mesma localidade, 100 km a oeste.

Os eventos de 8.4 e 7.8 graus, ocorridos no dia 12, são resultado das forças de compressão que agem na interface entre a placa da Austrália e a placa de Sunda. Na região dos eventos, a placa da Austrália se movimenta em sentido nordeste com relação à placa de Sunda, a uma velocidade de 60 mm ao ano.

O recente terremoto de 8.4 graus foi o quarto abalo de magnitude superior a 7.9 graus que ocorreu nos últimos 10 anos na fronteira entre as placas a oeste de Sumatra, e foi localizado ao norte da mesma localidade onde ocorreu outro evento de 7.9 graus, em 4 de junho de 2004. Já o sismo de 7.8 graus ocorreu 225 km a noroeste do abalo de 8.4, no extremo norte da zona do aftershock. Os dois abalos e seus aftershocks ocorreram em uma zona onde se estima haver pelo menos 1833 pontos de ruptura, que se estende desde a ilha de Eggano até a porção norte da ilha de Sibertut, a oeste de Sumatra.

Durante todo o ano são registrados pelo menos 18 eventos de grande magnitude, entre 7.0 graus e 7.9 graus. Terremotos entre 8.0 e 8.9 graus são mais raros e normalmente não passam de dois eventos por ano. Tremores iguais ou superiores a 9.0 graus são mais raros ainda, sendo verificados 1 a cada 20 anos.

Gráficos: No topo, mapa mostra a região de fronteira entre as placas da Austrália e de Sunda, onde ocorreu o evento. Na seqüência, mapa de propagação mostra o tempo que as ondas "P" levaram para atingirem diversas regiões do planeta. Acima, imagens interativas do Satmap mostram a região do epicentro.

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