Espaço - Ciências - Fenômenos Naturais
Sexta-feira, 28 jun 2019 - 14h19
Por Maria Clara Machado

Admire as nuvens que brilham à noite!

Conforme a primavera dá lugar ao verão no Hemisfério Norte, as nuvens noctilucentes, ou chamadas de nuvens noturnas que brilham, se espalham ao redor do Círculo Polar Ártico. A Nasa começa então a capturar belíssimas imagens de satélite.

Imagem de satélite mostra nuvens noctilucentes no Pólo Norte capturadas pela Nasa em 12 de junho de 2019.
Imagem de satélite mostra nuvens noctilucentes no Pólo Norte capturadas pela Nasa em 12 de junho de 2019.

Todos os anos, faixas incomuns de nuvens surgem na atmosfera nas altas latitudes do globo terrestre. Em algumas vezes, elas são visíveis nas médias latitudes. As nuvens noctilucentes aparecem no momento do crepúsculo, logo após o pôr do sol. Elas se formam tão altas na atmosfera, que são muito fracas para serem vistas durante o dia, mas conseguem ser iluminadas pela luz do sol ao anoitecer, do ponto de vista de um observador que está no solo.

A imagem divulgada pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA) é de 12 de junho de 2019 e registrou o centro do Pólo Norte. As várias passagens de AIM (Aeronomy of Ice in the Mesosphere) mediram a quantidade de luz refletida pelas nuvens em alta altitude.

À medida que a atmosfera inferior na Terra aquece entre a primavera e o verão, a atmosfera superior fica mais fria e neste processo cristais de gelo se acumulam. As nuvens noctilucentes aparecem em vários tons de azul e branco, dependendo da densidade das partículas de gelo.

Não tão raras assim
Sabe-se que as nuvens noturnas que brilham apareceram com regularidade em latitudes médias da América do Norte e da Europa neste mês de junho. Elas foram visíveis em Oklahoma, no Novo México e no deserto sul da Califórnia, além de lugares da Europa. Em geral, a temporada de observação começa no final de maio e termina em agosto.

Os pesquisadores da Nasa descobriram que desde o lançamento da missão AIM, em 2007, as nuvens noctilucentes estão surgindo em latitudes mais baixas, devido a uma mudança na atmosfera, com maior disponibilidade de vapor d’água. Além disso, relacionam a maior quantidade destas nuvens à baixa atividade do Sol.







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