Espaço - Ciências - Fenômenos Naturais
Sexta-feira, 6 set 2019 - 09h59
Por Rogério de Souza leite

Ao vivo: nave indiana pousa hoje no polo sul da Lua. Acompanhe.

A missão indiana Chandrayaan-2 entra hoje em sua fase mais crítica e se tudo der certo pousará com suavidade o módulo Vikran na região craterada do polo sul da Lua. O Apolo11 transmitirá toda a operação à partir das 16 horas pelo horário de Brasília.

Concepção artística mostra mostra o módulo de pouso Vikran e o jipe-robô Pragyan, em operação na Lua. Nos primeiros dias, a Terra estará em fase crescente.
Concepção artística mostra mostra o módulo de pouso Vikran e o jipe-robô Pragyan, em operação na Lua. Nos primeiros dias, a Terra estará em fase crescente.

A missão foi lançada às 12h13 BRT de 22 de julho de 2019, no topo do poderoso foguete, também indiano, GSLV MK-III, capaz de colocar satélites de até quatro toneladas em órbita de transferência geossíncrona.

Se pouso do módulo Vikran pousar com sucesso, a Índia será o quarto país do mundo a conseguir esse feito, atrás apenas dos EUA, URSS e China. Israel tentou um feito similar em abril de 2019, mas a sonda Beresheet impactou em alta velocidade contra o solo lunar.


Transmissão ao vivo
O módulo já está a apenas 100 km da superfície e o pouso suave deverá ocorrer entre 17 e 18 horas pelo horário de Brasília.

O pouso será na região do polo sul da Lua, local onde nenhuma nação jamais esteve.

Acompanhe conosco esse impressionante feito da Índia. Nossa transmissão vai ao ar nesta sexta-feira, a partir das 16h00.

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Cronologia
Desde que foi lançada, a missão Chandrayaan-2 realizou cinco manobras orbitais ao redor da Terra, cada uma delas mais alongada e elevada que a anterior. A última manobra geocêntrica aconteceu em 6 de agosto e colocou a Chandrayaan-2 em direção à Lua. Em 14 de agosto ocorreu a injeção translunar, operação necessária para que a sonda fosse capturada pela atração gravitacional do nosso satélite.

Em 20 de agosto a nave foi inserida na orbita da Lua e até o dia 1 de setembro realizou mais 1uatro revoluções ao redor da Lua, com o objetivo de diminuir o apogeu da orbita, estabilizando o shape em 127 x 119 km de altitude.

Em 3 de setembro, o orbitador liberou o módulo de pouso Vikran, em cujo interior habita o jipe-robô Pragyan. Desde então, o módulo de pouso está orbitando a Lua em uma orbita de 96x125 km de altitude.

O processo de descida acontece entre 16h30 e 17h30 BRT de 6 de setembro, com pouso previsto entre 17h00 e 18h00 BRT. De acordo com a agência espacial indiana, ISRO, o pouso deverá ser feito sobre as coordenadas 70.9 S e 22.7 E, entre as crateras Manzinus C e Simplelius N, no polo sul da Lua. Como alternativa, caso o pouso não seja o possível nestas coordenadas, o módulo poderá descer sobre a latitude 67.77 S e 18.4 W.

Para chegar ao solo a nave Vikran descerá lentamente a 2 metros por segundo, ou 7.2 km/h.

Após descer, possivelmente o módulo Vikran enviará as primeiras fotos da Terra vista no horizonte lunar. Do ponto de vista do Vikran, a Terra estará em fase crescente , com parte do continente sul-americano ainda iluminado pelo Sol e a outra metade, onde está o Brasil, quase totalmente encoberto pela escuridão.

O Jipe robô Pragyan permanecerá dentro do módulo Vikran até que possa sair do casulo no dia seguinte, 7 de setembro, em horário ainda a ser informado pela ISRO.

A missão Chandrayaan-2
A missão Chandrayaan-2 será realizada a partir do espaço via orbitador e a partir do solo, através do módulo de pouso Vikram e jipe-robô Pragyan. Enquanto o orbitador está previsto para operar durante 1 ano terrestre ou mais, o jipe-robô e o módulo Vikran não deverão resistir a mais de 1 dia lunar, ou seja, 14 dias terrestres.

Todas as comunicações serão feitas entre a Terra e o módulo de pouso ou entre a Terra e o orbitador. O jipe Pragyan só pode se comunicar com o módulo de pouso.

Quando em operação, as atividades se resumirão a coleta de dados atmosféricos e terrestres, que serão obtidos por uma série de experimentos e câmeras especiais, em um total de cinco arranjos científicos. Entre os experimentos está um monitor solar de raios-x e um micro retrorrefletor de raios laser, que servirá para medir o distanciamento entre a Lua e o módulo orbitador. Esse retrorrefletor é similar ao deixado na superfície da Lua pelos astronautas da missão Apollo, mas não refletirá luz laser disparada da Terra, apenas do espaço.

Do ponto de vista científico, um dos maiores objetivos da missão Chandrayaan-2 será o de encontrar água sólida ou líquida na região polar, mas o que mais interessa ao governo da Índia é o demonstrar a capacidade tecnológica do país, cujas patentes que poderão ser vendidas a outras nações interessadas em aplica-las aqui na Terra.

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