Sexta-feira, 12 ago 2005 - 06h21

Área do tamanho do Pará está derretendo na Sibéria

Um milhão de quilômetros quadrados de área congelada da Sibéria está derretendo, o que pode aumentar significativamente a velocidade do aquecimento global, alerta uma reportagem publicada na New Scientist desta quinta-feira.

De acordo com os pesquisadores Sergei Kirpotin, da Tomsk State University, na Rússia, e Judith Marquand, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, o repentino descongelamento de uma área do tamanho da França e da Alemanha juntas (ou pouco menor do que o Estado do Pará, que tem 1,2 milhão de quilômetros quadrados) pode liberar na atmosfera bilhões de toneladas de metano, um poderoso gás causador do efeito estufa.

Kirpotin suspeita que o fenômeno tenha cruzado o crítico limiar em que um pequeno aumento na temperatura global pode ser reponsável por grandes mudanças no meio ambiente, que, por sua vez, aumentam ainda mais as temperaturas da terra.

"É um deslizamento de terras ecológico que, provavelmente, é irreversível e, sem dúvida, está ligado ao aquecimento global", disse o pesquisador.

Segundo ele, toda a região subártica do oeste da Sibéria começou a derreter, o que já "vem ocorrendo há três ou quatro anos".

No lugar da área de terra congelada estão surgindo inúmeros lagos rasos, com mais de um quilômetro de extensão.

Lamaçais congelados
De acordo com a New Scientist, o oeste da Sibéria esquentou mais rapidamente do que todo o resto do mundo, com um aumento nas temperaturas de 3ºC nos últimos 40 anos.

Acredita-se que o aquecimento seja uma combinação de mudanças climáticas provocadas pelo homem com alterações cíclicas na circulação atmosférica ¿ conhecida como a "oscilação ártica".

Outra causa do aquecimento é justamente o derretimento do gelo, que provoca a exposição de solo e oceano. Essas superfícies absorvem mais o calor solar do que o gelo, o que leva a mais aquecimento.

Os lamaçais de turfa (uma massa de tecido de várias plantas) congelados que estão derretendo formaram-se há cerca de 11 mil anos, no fim da última era do gelo, e vêm gerando metano desde então.

A maior parte do gás está presa na superfície congelada e em estruturas de gelo mais profundas.

O pesquisador Larry Smith, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, estima que apenas nos lamaçais do oeste da Sibéria existam cerca de 70 bilhões de toneladas de metano, um quarto de todo o gás armazenado na superfície terrestre.

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