Terça-feira, 8 mai 2007 - 09h57

Asteróide 1862 Apollo se aproxima hoje da Terra

Um dos mais famosos asteróides conhecidos se aproxima hoje de nosso planeta. Trata-se de 1862 Apollo, uma rocha de 1.7 quilômetros de diâmetro, descoberta em 24 de abril de 1932 pelo astrônomo alemão Karl Reinmuth.

De acordo com dados recebidos do JPL, Laboratório de Propulsão a jato, da NASA, e processados pelo Apolo11, o asteróide deverá atingir seu ponto de maior aproximação com nosso planeta às 22h21 pelo horário de Brasília, ficando a 10.722 milhões de quilômetros da Terra, 14 vezes mais próximo que o Sol.

É importante notar que esta aproximação não trará qualquer tipo de risco para o nosso planeta e que todos podem dormir tranqüilamente.

1862 Apollo, ou simplesmente Apollo, foi o primeiro asteróide conhecido a cruzar a órbita da Terra. Esse fato ajudou os cientistas a concluírem que a ameaça de colisão do planeta com objetos menores, em especial os asteróides, não poderia ser descartada e deveria ser estudada com seriedade.

Apollo leva 651 dias para dar uma volta completa ao redor do Sol. Em sua jornada pelo Sistema Solar, cruza as órbitas de Vênus, Marte e Terra. Sua distância máxima da estrela é de 342 milhões de quilômetros e durante sua maior aproximação chega a apenas 100 milhões de quilômetros.


Os asteróides
Asteróides são rochas irregulares cuja maioria orbita uma região do espaço entre Marte e Júpiter, conhecida como "Cinturão de Asteróides". Elas existem aos milhares e por serem muito pequenas, não são considerados planetas.

Os asteróides não estão presentes apenas no "Cinturão de Asteróides", mas também orbitam outras regiões do sistema solar e já foram descobertos desde o interior da órbita da Terra até para além da órbita de Saturno.

Se permanecessem em suas órbitas, praticamente não representariam perigo ao nosso planeta, mas diversos mecanismos podem fazê-los sair de lá. Como exemplo, a colisão entre os próprios objetos ou a forte atração gravitacional exercida por Júpiter também pode modificar a trajetória alguns deles, deslocando-os do Cinturão para uma nova órbita, capaz de cruzar a órbita terrestre.


Apollos, Amor e Atens
Outro grupo de asteróides, conhecidos por Apollos, Amor e Atens, circulam em regiões distintas do Sistema Solar. Estes objetos representam um risco muito mais imediato do que os do Cinturão, já que suas órbitas naturais cruzam a órbita da Terra. Este é o caso de Apollo, que pertence ao grupo do mesmo nome.

Após ser descoberto em 1932, o asteróide foi considerado perdido pelos astrônomos até ser novamente localizado em 1975. Há menos de dois anos, em 4 de novembro de 2005, cientistas norte-americanos, utilizando imagens do radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, descobriram que Apollo não orbitava o Sol sozinho, mas tinha uma companhia, uma lua própria, que foi batizada de S/2005 (1862) 1. A lua de Apollo tem dimensões diminutas, de aproximadamente 80 metros e orbita a rocha principal a menos de 2 quilômetros de distância, em uma órbita de pouco mais de 3 quilômetros de raio.

Apollo está muito longe para ser observado a olho nu, mas telescópios com grande capacidade de abertura instalados em locais escuros podem ver o visitante. Durante sua máxima aproximação o asteróide pode ser encontrado na constelação Grus e seu brilho é de apenas 13 magnitudes.

Saiba mais:

  • Olhando para o céu: Sistema astronômico de magnitudes
  • Os asteróides podem mesmo colidir com a Terra? É possível evitar ?
  • Satmaps: Conheça Arecibo, o maior radiotelescópio fixo do mundo

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