Sexta-feira, 13 out 2006 - 14h46

Cientistas ligam tempestades de poeira à formação de furacões

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, vêm estudando a ligação entre a quantidade de tempestades de areia nos desertos africanos e o número de tempestades e furacões na bacia atlântica.

Liderados pelo cientista Amato Evan, os pesquisadores encontraram algumas evidências de que quando existem mais tempestades de poeira no deserto, a quantidade de furacões diminui, mas aumenta a quantidade de tempestades tropicais.

As descobertas de Evan não são conclusivas e serão publicadas na próxima terça-feira na revista especializada Geophysical Research Letters.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas usaram imagens de satélites para estudar o volume de poeira das tempestades africanas sopradas em direção ao Atlântico entre 1982 e 2005. Em seguida compararam os números com a atividade de tempestades e furacões sobre a Bacia do atlântico.

Segundo Evan, não se pode demonstrar de forma conclusiva uma relação direta entre os dois fenômenos, mas parece haver uma ligação forte entre o transporte da poeira e a atividade ciclônica.

Muitos estudos mostram que existe uma relação potencial entre o aumento da temperatura na superfície do mar (TSM) e um aumento na intensidade e na quantidade de tempestades tropicais.

Os cientistas sugerem que rês mecanismos de influência da poeira africana sobre a formação dos furacões. O primeiro deles seria a introdução de ar seco nas tempestades, o que causaria ventos descendentes que bloqueiam as correntes ascendentes necessárias à alimentação das tempestades. O segundo mecanismo poderia ser os ventos que acompanham o ar do Saara, que causaria mudanças na direção dos ventos da tempestade, impedindo seu crescimento.

Por fim, Evan e sua equipe apontam o calor absorvido pela poeira, que pode estabilizar as temperaturas, novamente bloqueando a ascensão do ar.

Foto: Nesta imagem vemos uma violenta tempestade de poeira e areia soprada do deserto do Saara em direção ao oceano Atlântico. A cena foi captada no dia 23 de julho de 2006 pelo satélite de sensoriamento remoto TERRA.

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