Sábado, 28 nov 2009 - 15h41

Cientistas pesquisam forte emissão das Galáxias Ultra luminosas

Quando vistas no espectro visível, o brilho absoluto das galáxias é praticamente igual, com pouca variação aparente. No entanto, quando observadas no seguimento do infravermelho algumas delas brilham tanto que sua luminosidade pode exceder a trilhões de vezes a do nosso Sol.


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Comparada às galáxias infravermelhas ultra luminosas, como são chamadas, nossa modesta Via Láctea se parece com uma tênue vela, com brilho aproximado de apenas 10 bilhões de sóis.

Batizadas com a sigla ULIRGs (Ultraluminous infrared galaxies) esses poderosos faróis infravermelhos foram descobertos na década de 1980 por satélites de pesquisa que trabalham nesse espectro eletromagnético e desde então a origem de sua violenta emissão tem sido largamente debatida.

A extrema atividade infravermelha é normalmente associada à interação entre duas ou mais galáxias e o imageamento ótico mostra que muitas das ULIRGs estão de fato em colisão. No entanto, isso não responde à questão sobre qual o mecanismo que alimenta esse brilho e levanta a questão se o mesmo processo, mesmo em menor intensidade, estaria ocorrendo também em nossa Galáxia.

As duas fontes primárias de produção de energia nas galáxias são a formação de novas estrelas e a atividade de acreção ao redor de maciços buracos negros nos núcleos galácticos. Ambas as fontes produzem a radiação necessária ao aquecimento da poeira cósmica - a origem da intensa radiação infravermelha.

Se por um lado a poeira cósmica é a fonte da radiação infravermelha, sua presença obscurece a observação através dos métodos tradicionais, o que faz com que as análises do que ocorre além dela tenha de ser feita através das assinaturas espectroscópicas típicas geradas pela emissão infravermelha. Em outras palavras, para entender o processo que ocorre além das partículas é necessário "ver" as cores das próprias partículas.

Para isso os cientistas utilizam a técnica de espectroscopia, que divide a luz proveniente de um objeto em vários seguimentos diferentes, permitindo aos pesquisadores conhecer as propriedades químicas e físicas responsáveis pelo processo.

Utilizando dados do espectrógrafo a bordo do telescópio espacial Spitzer, o astrônomo Guido Risaliti e mais sete pesquisadores ligados ao Observatório Astrofísico Smithsoniano, nos EUA, estudaram a emissão infravermelha de 71 galáxias infravermelhas ultra luminosas, na tentativa de quantificar e compreender as regras que tornam esses objetos tão luminosos neste seguimento eletromagnético.

Analisando as raias espectroscópicas, Risaliti e seus colegas descobriram que aproximadamente 70% das fontes têm a assinatura típica que indica a presença de um núcleo ativo. Os pesquisadores concluíram que, no que diz respeito à produção de energia, a formação das estrelas predomina em cerca de dois terços das fontes responsáveis pela emissão e no outro um terço o núcleo galáctico desempenha o papel dominante, sendo que entre as mais luminosas ULIRG o papel do núcleo é ligeiramente maior.

Nossa Via Láctea também tem um buraco negro super maciço em seu núcleo, mas a atividade atualmente inferida o torna bastante quieto. Talvez quando a Via Láctea se fundir ou colidir com a galáxia de Andrômeda em alguns bilhões de anos, um evento que muitos astrônomos suspeitam que irá ocorrer, a interação fará o núcleo galáctico se tornar mais ativo. Se isso de fato ocorrer nossa galáxia se tornará, se não ultra luminosa, então pelo menos mais luminosa do que é hoje em dia.


Foto: Galáxia NGC 1365. Esta galáxia tem um maciço buraco negro em seu interior que vem sendo sistematicamente estudado através do observatório Chandra de raios-x. O objetivo é medir os valores de temperatura gerados pela emissão de raios-x a partir do buraco negro, que segundo os pesquisadores, tem aproximadamente o dobro to tamanho do nosso Sistema Solar. Crédito: Smithsonian Astrophysical Observatory/Alan Chen.

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