Quarta-feira, 3 jan 2007 - 09h19

Cientistas prevêm um dos mais intensos ciclos solares da história

Desde a época de Galileu, os astrônomos contam o número de manchas solares. Dessas observações puderam constatar que a cada 11 anos o nível da atividade solar aumentava e diminuia. Outra observação, feita há pelo menos dois séculos, é que quanto maior era o número de manchas solares, mais erupções eram observadas na superfície do astro-rei e maiores eram as pertubações magnéticas causadas aqui na Terra. Para facilitar os estudos, convencionou-se chamar este período de 11 anos, de ciclo solar.

Quando a rajada de uma erupção solar atinge a Terra, o campo magnético do planeta treme. Quando esse tremor é forte o suficiente, é chamado de tempestade geomagnética. Nos casos extremos causa quedas de energia elétrica e faz com que instrumentos de navegação apontem em direção errada. As auroras boreais e austrais são o lado mais belo das tempestades.

Atualmente estamos deixando o ciclo solar 23 e segundo as últimas previsões solares, o próximo ciclo atingirá seu pico de maior intensidade entre 2010 e 2011 e poderá ser um dos mais intensos desde que os registros começaram a ser feitos, há mais de 400 anos. A informação é do físico David Hathaway, ligado ao Centro Espacial Marshall, da Nasa.

A previsão, apresentada por Hathaway e seu colega Robert Wilson perante a União Geofísica Americana, está baseada em dados históricos das tempestades solares.

Hathaway e Wilson estudaram dados de atividades geomagnética registrados nos últimos 150 anos e segundo os cientistas, os valoresregistrados permitem inferir como será o nível da atividade geomagnética para os próximos 6 a 8 anos. A figura abaixo ilustra a análise.

No gráfico, as curvas em preto são os ciclos solares, a amplitude é o número de manchas solares. As curvas em vermelho são os índices geomagnéticos, especificamente o Índice de Variabilidade Entre-horários, conhecido como IHV. Segundo Hathaway, os índices são derivados de dados registrados por magnetômetros em dois pontos opostos do planeta, um deles na Inglaterra e outro na Austrália, e vêm sendo coletados desde 1868.

A correlação entre o número de manchas solares versus o IHV, sugere o IHV para os próximos 6 anos. "Nós não sabemos como essa matemática de correlação funciona. Ainda é um mistério. Mas que funciona, funciona", diz Hathaway.

De acordo com a análise proposta, o próximo ciclo solar atingirá seu máximo em 2010, com uma quantidade de manchas solares de aproximadamente 160. Isso deverá fazer deste ciclo o mais intenso dos últimos 50 anos, e um dos mais ativos já registrados.

A previsão apresentada por Hathaway e sua equipe concorda com os modelos apresentados por Mausumi Dikpati, do Centro Nacional para Pesquisas Atmosféricas, em Boulder, Colorado, que combinam dados observacionais do Sol e sofisiticados modelos numéricos que estudam o interior do Sol.


Prejuízos
Anualmente as explosões solares são responsáveis por aproximadamente 1 bilhão de dólares em prejuízos e quem mais sofre com essas perdas são as concessionárias de energia elétrica e equipamentos de satélites, que por estarem em órbita ,não recebem a proteção da camadas mais altas da atmosfera, que bloqueiam as partículas solares, principalmente os raios-x.


Explosão Solar
Também chaamada de erupção, flare ou rajada, é uma explosão que acontece quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada.

Os "flares" produzem uma enorme emissão de radiação que se espalha por todo o espectro eletromagnético, e se propaga desde a região das ondas de rádio até a região dos raios X e raios gama. Como conseqüência temos as chamadas Ejeções de Massa Coronal, enormes bolhas de gases ionizados com até 10 bilhões de toneladas, que são lançadas no espaço a velocidades que superam facilmente a marca de um milhão de quilômetros por hora.

Foto acima: Erupção solar fotografada pelo satélite SOHO.

Clique aqui e saiba mais sobre atividade solar.
Veja também:
Tempestades solares provocam auroras e interferências na Terra

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