Sexta-feira, 3 abr 2009 - 09h40

Cientistas registram a mais brilhante estrela da Nebulosa de Orion

Um dos primeiros alvos escolhidos por quem está começando a observar o céu é sem dúvida a Nebulosa de Órion, também conhecida como M42. De fácil localização e grande beleza, a nebulosa também encanta pelo trapézio de quatro estrelas em seu interior, que apesar de ter sido descoberto em 1610 só agora começa a ser melhor observado pelos astrônomos.

Utilizando técnica de interferometria, astrônomos europeus conseguiram observar pela primeira vez o sistema binário de estrelas que formam um dos pontos do trapézio. O sistema duplo é a mais massiva estrela próximo à Nebulosa de Órion, uma região do espaço onde nascem outras estrelas de grande massa.

A imagem do sistema binário foi publicada esta semana pelo periódico científico Astronomy & Astrophysics e mostra em alta resolução o jovem sistema binário Theta1 Orionis C, localizados no interior da Nebulosa. A cena foi obtida pela equipe liderada pelos astrofísicos Stefan Kraus e Gerd Weigelt, do Instituto Max Plank de Radioastronomia, da Alemanha, que utilizaram o instrumento AMBER instalado no interferômetro do telescópio VLT, localizado no deserto de Atacama, no Chile.


O sistema formado por Theta1 Ori C é o mais brilhante das quatro estrelas formadas pelo Trapézio, localizado a 1350 anos-luz de distância. A intensa radiação do sistema ioniza todo o gás do interior da nebulosa e é a responsável pela tênue luz do objeto quando observado através de um pequeno telescópio.

Apesar de serem vistas até mesmo à vista desarmada, Theta1 Ori C estão tão próximas, cerca de 20 mili arco-segundos, que só puderam ser "separadas" por instrumentos em meados de 1999. Assim, para estudar em profundidade o sistema foram necessários telescópios de altíssima resolução angular, como os utilizados pela equipe de Kraus e Weigelt.

Combinando as observações feitas com o instrumento AMBER e medições do sistema realizadas nos últimos 12 anos, os astrofísicos conseguiram determinar em 11 anos o período orbital do sistema e através da terceira Lei de Kepler calcularam que a massa das estrelas é de 38 massas solares para Theta 1 e 9 massas solares para Ori C.


Artes: À esquerda é mostrado a Nebulosa de Orion e em seu interior as quatro estrelas que formam o trapézio Theta 1 Orinis A-D. O primeiro detalhe mostra um zoom da região, captado pelo telescópio espacial Hubble. O detalhe ainda mais ampliado é a imagem captada pelo telescópio VLT, mostrando em alta resolução o sistema binário. À direita o diagrama mostra a órbita do sistema binário, calculado após 12 anos de observações, marcadas em "X". A órbita de Júpiter foi inserida no gráfico para fins de comparações. Acima, representação da Constelação de Órion. Em seu interior, as Três Marias e logo abaixo a Nebulosa M42. Crédito: Astronomy & Astrophysics/VLT/ISAAC (ESO)/HST (NASA, Chris O'Dell)/Apolo11.

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