Quarta-feira, 5 nov 2008 - 08h57

Com ajuda brasileira, nave Chandrayaan chega mais próximo da Lua

A nave indiana Chandrayaan-1 realizou com sucesso sua quinta e última manobra espacial, que a colocou ainda mais perto da Lua. O evento ocorreu às 22h25 pelo horário de Brasília, quando os propulsores da nave queimaram durante 150 segundos. Após a manobra, a órbita da Chandrayaan-1 foi ampliada para 380 mil km de apogeu, permitindo que a nave se posicionasse na trajetória de transferência lunar.

Órbita de inserção lunar

Segundo os cientistas da Agência Espacial Indiana, ISRO, todos os sistemas estão funcionando corretamente e no dia 8 de novembro os motores de correção serão acionados, inserindo a nave finalmente dentro da órbita lunar, a 384 mil quilômetros da Terra.

Neste ponto sonda será capturada pela gravidade da Lua e após diversos ajustes de correção de altitude, um pequeno impactador será lançado contra a superfície, se chocando contra o solo e gerando os primeiros dados científicos da missão.


Ajuda Brasileira
Durante todo o tempo em que realizou manobras espaciais, a missão Chandrayaan-1 contou com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, que auxiliou a agência indiana com a recepção de dados de telemetria, envio de telecomandos e execução de medidas de distância e de velocidade.

O INPE utilizou as estações localizadas em Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), que durante a missão passaram a integrar a Rede Indiana de Controle e Telemetria, que acompanhou a sonda Chandrayaan-1 desde o seu lançamento, no dia 22 de outubro.

Sonda Chandrayaan-1

“A experiência adquirida no suporte à Chandrayaan-1 será aproveitada nos lançamentos, a partir do território nacional, dos futuros satélites do INPE. Nossa equipe não pode deixar de desejar à equipe da ISRO boa sorte e sucesso na próxima fase da missão, que é a colocação da Chandrayaan-1 em órbita lunar”, disse Pawel Rozenfeld, chefe do Centro de Rastreio e Controle de Satélites do INPE.


Objetivos
Os objetivos da Chandrayaan-1 estão relacionados ao sensoriamento remoto da superfície lunar nos comprimentos de onda visível, infravermelho próximo e raios-x de alta e baixa energia, que deverão culminar com a produção do primeiro atlas topográfico lunar em 3-D (três dimensões). Para isso a sonda orbitará a superfície da Lua a uma altitude de 100 km e fará imagens com resolução entre 5 e 10 metros. O tempo total da missão será de dois anos.


Planos Ambiciosos
Os planos da Índia são bastante ambiciosos e não se resumem à colocação da Chandrayaan-1 na órbita lunar. Para 2010 e 2011 o país deverá lançar outra nave, a Chandrayaan-2, que de acordo com a agência espacial daquele país, pousará um pequeno jipe-explorador na superfície da Lua. O artefato caminhará sobre o solo colhendo amostras e fazendo análises químicas. Os resultados serão enviados então à nave-mãe, que estará orbitando o satélite e em seguida retransmitidos à Terra. Chandrayaan significa "Carro Lunar".

Bola da Vez
Sempre é bom lembrar. Apesar do objetivo da Nasa ser enviar o Homem ao planeta Marte, a "bola da vez" atualmente é a Lua. Todos os países que detém um bom nível de tecnologia espacial enxergam nosso satélite como um extraordinário laboratório experimental, onde além de colocar à prova a difícil tecnologia para se chegar lá, também poderão experimentar jipes, robôs e diversos equipamento para uso futuro. A Índia já está fazendo a sua parte.


Artes: No topo, gráfico mostra o esquema de inserção de órbita lunar da Chandrayaan-1. A cada queima dos propulsores a órbita é alongada até ser definitivamente capturada pela gravidade lunar. Ali, diversas manobras são realizadas de modo a baixar a altitude da sonda. Acima, Chandrayaan-1 antes de ser lançada em 21 de outubro de 2008. Crédito: ISRO.

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