Sexta-feira, 14 mar 2008 - 15h34

Esa testa sistema anti-colisão da nave Julio Verne

A agência espacial européia, ESA, confirmou nesta manhã que o sistema anti-colisão do Veículo Cargueiro de Transferência Automática Julio Verne está funcionando de acordo com as expectativas. O teste crucial teve início às 04h57 desta manha pelo horário de Brasília e incluiu a colocação da nave em estado mínimo de funcionamento, onde apenas os sistemas vitais foram mantidos em operação.

O teste de funcionamento do sistema CAM - Collision Avoidance Manoeuvre ou Manobra de Evitagem de Colisão - foi uma demonstração necessária para avaliar se de fato a nave poderia se deslocar automaticamente para longe da ISS, a Estação Espacial Internacional, em caso de problemas durante as manobras finais de acoplamento. No caso de uma falha crítica ou situação de instabilidade, a unidade de monitoramento da nave, conhecida como MSU, deve detectar essa condição e imediatamente isolar os diversos sistemas primários, ao mesmo tempo que envia o comando anti-colisão.

"Tudo ocorreu como esperávamos", disse Alberto Novelli, diretor da ESA para as missões ATV, Veículo Cargueiro de Transferência Automática, no centro de controle da missão em Toulouse, na França. "A nave se deslocou automaticamente para um ponto seguro e permaneceu iluminada pelo Sol, permitindo a carga das baterias. Em seguida enviamos um comando de reset dos computadores de bordo", explicou Novelli.

O complexo procedimento envolveu o desligamento de todos os controles e sistemas não críticos e a colocação da nave no modo chamado de "última chance de sobrevivência". Depois que as manobras foram confirmadas os engenheiros deram início ao longo processo de recuperação que colocou os sistemas novamente em operação normal.

"A performance foi absolutamente perfeita! Agora sabemos que é totalmente seguro chegar até a ISS e que nosso sistema trabalha perfeitamente", disse John Ellwood, chefe do projeto ATV.


Naves independentes
A manobra realizada nesta madrugada foi considerada de alto risco e foi acompanhada por mais de 60 controladores da ESA e da agência espacial francesa, Cnes. Segundo os engenheiros do projeto, a recuperação da nave seria muito difícil caso ocorresse algum problema durante o modo de sobrevivência, já que todas as operações estavam sendo efetuadas pelos computadores da unidade MSU.

No momento em que a nave entrou em modo de sobrevivência quase todos os sistemas de bordo ficaram isolados e independentes. "Computadores, softwares, baterias, sensores de monitoramento de trajetória e propulsores trabalharam de forma completamente isolada. A única coisa partilhada entre o ATV e o sistema anti-colisão é o combustível. É como se dentro do ATV houvesse duas naves independentes", disse o astronauta Jean-François Clervoy, consultor da ESA para as missões ATV.


Total segurança
O teste foi realizado com a nave Julio Verne a 260 km de altitude e bem longe da atual posição da ISS. Durante os testes de afastamento os foguetes do ATV arderam por 200 segundos, exatamente quando a nave cruzava o norte da África.

A demonstração do sistema de anti-colisão foi monitorada de perto pelos parceiros da ESA e da ISS, além dos parceiros da Nasa. O centro de controle da Rússia e o centro de controle do laboratório espacial Columbus também participaram dos testes. Um dos mais importantes resultados do teste foi provar aos parceiros que o sistema CAM funciona corretamente e com total segurança e não coloca em risco a ISS e sua tripulação.

A prova de fogo da nave Julio Verne deve ocorrer no próximo dia 3 de abril, quando o cargueiro efetuará uma série de manobras e se acoplará automaticamente à ISS.


A Nave
Julio Verne é uma espaçonave robotizada de aproximadamente de 8 metros de comprimento e 21 toneladas. Foi lançada ao espaço no dia 9 de março de 2008 a partir da base de lançamentos de Kouru, na Guiana Francesa.

Fotos: No topo, centro de controle da missão Julio Verne, em Toulouse, na França, no momento em que o sistema anti-colisão era testado. No detalhe, animação mostra o funcionamento do sistema. Clique sobre ela para ver o vídeo. Acima, cargueiro ATV Julio Verne comparado a outros veículos com a mesma funcionalidade: o módulo norte-amerciano Apollo e a nave russa Progress. Cortesia: ESA.

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