Sexta-feira, 3 out 2014 - 10h01
Por Rogério Leite

Estrela explode e produz flare 10 mil vezes mais potente que o Sol

Se você acha que as explosões solares são motivo de preocupação, então prepare-se. Utilizando dados de satélite, pesquisadores da NASA detectaram um dos mais fortes flares já observados. Se comparado aos produzidos pelo Sol, fariam esses parecerem biribinhas de São João.

Maior Explosão solar
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Esse intenso flares solar foi observado no dia 23 de abril através dos sensores a bordo do satélite Swift, uma missão da NASA concebida pra estudar as poderosas emissões de raios gama provenientes das supernovas.

De acordo com os pesquisadores, a explosão foi cerca de 10 mil vezes mais intensa do que qualquer uma já observada no Sol e seria equivalente a um flare de classe X-100 mil, uma liberação de energia tão grande que poderia aniquilar a vida na Terra caso ocorresse no Sol.

Só para ter uma ideia, o maior flare solar já registrado ocorreu em novembro de 2003 e atingiu a classe X-45.


Pequena e Poderosa
Para nossa sorte, a estrela que produziu essa poderoso flare se encontra bem longe de nós, a cerca de 60 anos-luz de distância na constelação de Canes Venatici e curiosamente não é tão grande ou tão pesada como possa parecer.

Batizada de DG CVn, a estrela é parte de um sistema binário de anãs vermelhas, cada uma com um terço do raio e da massa do nosso Sol, com brilho individual mil vezes menor.

É um sistema muito jovem, com cerca de 35 milhões de anos de idade e como a maioria das estrelas "recém-formadas", gira rapidamente. No caso de DG CVn, a velocidade de rotação é 30 vezes mais rápida que o Sol.

Embora a velocidade de rotação das estrelas seja fator determinante para um aumento no nível da atividade, os flares produzidos por DG CVn superam qualquer coisa já vista pelos astrônomos.

"Até agora, pensávamos que os eventos explosivos nas anãs vermelhas duravam no máximo 24 horas, mas o que observamos foi uma poderosa erupção com duração de quase duas semanas", disse Stephen Drake, ligado ao Centro Goddard de Voos espaciais, da Nasa.

De acordo com Drake, durante o pico da explosão, o flare atingiu cerca de 200 milhões de graus Celsius, mais de 15 vezes a temperatura no núcleo do Sol.

Três horas após o outburst inicial, o sistema explodiu com outro flare tão intenso quanto o primeiro, um exemplo de flare "simpatético" similar aos que ocorrem no Sol, quando um evento em uma região ativa dispara outro em uma região vizinha.

As análises mostraram que após a explosão inicial foram necessários 20 dias para que DG CVn retornasse ao nível de atividade normal.


Halloween Storm
Entre o final de outubro e início de novembro de 2003, nosso Sol passou por um dos momentos de maior atividade já registrada, produzindo uma sequencia emblemática de explosões extremamente fortes que atingiram nosso planeta. Como o evento ocorreu próximo ao dia das Bruxas nos EUA, foi batizado por pesquisadores estadunidenses de Halloween Storm.

Durante os dias do evento o Sol produziu diversas explosões maiores que Classe X17, que lançaram em direção à Terra bilhões de toneladas de partículas carregadas. No primeiro impacto das partículas, o índice KP que mede a instabilidade ionosférica atingiu o nível 9 e a tempestade geomagnética que seguiu durou cerca de 60 horas, produzindo auroras boreais visíveis até em Miami.


Consequências da Explosão
Em 4 de novembro de 2003 ocorreu a maior tempestade solar já registrada por instrumentos. De acordo com os pesquisadores, essa rajada atingiu a classe X28, mas alguns estudos mostram que esse valor pode ter sido ainda maior e o nível de raios-x pode ter atingido a impressionante classe X45.

Para que o leitor tenha uma ideia da violência do evento, a explosão danificou 28 satélites, uma sonda na órbita de Marte e provocou um apagão na Suécia. Além disso, foi registrada por diversas naves interplanetárias, entre elas a Voyager, na época na orbita de Plutão.

O satélite SOHO, que registrava o evento, ficou momentaneamente cego pela descomunal quantidade de energia que atingiu seus sensores.

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