Quarta-feira, 16 abr 2014 - 10h41
Por Rogério Leite

Estudo: Big One da Califórnia pode não ser tão devastador

No último mês a Califórnia registrou um forte terremoto de 5.1 magnitudes e que fez muita gente lembrar que a região pode sofrer um mega terremoto a qualquer momento. No entanto, um novo estudo mostra que as consequências podem não ser tão devastadoras.

De acordo com um novo trabalho, publicado esta semana no periódico Geophysical Research Letters, os modelos sísmicos podem estar superestimando em mais de 70% o movimento do solo na região de Los Angeles durante um tremor de grande magnitudes.

O artigo cita as características das rochas da região e mostra que a energia das ondas sísmicas originadas no tremor seria fortemente absorvida pelos sedimentos depositados nos vales.

Os modelos sísmicos tentam prever o movimento do solo no caso de um grande abalo e são usados pelas autoridades para estimar os danos que um terremoto poderia causar.


Big One
No caso da Califórnia, os geólogos acreditam que uma movimentação mais intensa da Falha de San Andreas poderia desencadear um tremor de magnitude 8.0 ou maior, com consequências desastrosas para a cidade de Los Angeles. Esse grande tremor é conhecido pelos habitantes com Big one (O Maior).

No entanto, segundo os pesquisadores, os modelos atuais assumem que as ondas sísmicas se movimentam por rochas sólidas e não levam em conta que essas se rompem durante a passagem das ondas de compressão, o que absorveria grande parte da energia sísmica antes de chegar a Los Angeles.

Além disso, as propriedades das rochas entre o epicentro e Los Angeles determinariam a quantidade de energia que atingiria a cidade. Como essas rochas são menos coesas que a rocha sólida, menos energia sísmica viajaria através desse material.

Levando em conta esses fatores a equipe simulou um grande terremoto no sul da Califórnia e utilizou dados mais realistas sobre a coesão das rochas do local. Os resultados mostraram que o tipo de rocha e os sedimentos presentes na região dos vales absorveram muito mais energia que nas modelagens anteriores, baseadas em rocha sólida.


Falha de San Andreas
O motivo principal para a ocorrência de tremores naquela região é a falha geológica de Santo André (ou San Andreas), que se prolonga por 1300 quilômetros através do Estado da Califórnia e marca a divisão entre as placas tectônicas norte-americana e do Pacífico. Nesta região a placa norte-americana desliza em sentido sudeste a 14 mm por ano enquanto a placa do Pacífico se desloca em sentido oposto, a 5 mm por ano. Esse deslizamento entre as placas provoca grande instabilidade em todo o Estado da Califórnia e foi a causa do violento terremoto de São Francisco em 1906.

De acordo com o Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, USGS, o Estado da Califórnia tem mais de 99% de chances de ser atingido nos próximos 30 anos por um grande terremoto superior a 6.7 magnitudes. Além disso, existem 46% de possibilidades para a ocorrência de um poderoso abalo superior a 7.5.

Entretanto, se o estudo estiver correto os 18 milhões de habitantes da região de Los Angeles podem dormir um pouco menos preocupados.


Fotos: No topo, mapa do Estado da Califórnia mostra a localização da falha de San Andreas e o movimento das placas tectônicas do Pacífico e Norte-americana. Credito: Apolo11.com

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