Quinta-feira, 12 jul 2007 - 09h59

Estudo mostra que Sol não é responsável pelo Aquecimento Global

Se você é um daqueles que acham que é o Sol que está causando o aquecimento Global, e que os cientistas estão escondendo isso de todos para não causar pânico nos habitantes da Terra, então esse artigo foi feito pra você.

Um estudo recente, feito por cientistas europeus, concluiu que apesar das temperaturas na Terra estarem bem mais altas, a atividade solar registrada nos últimos 20 anos diminuiu.

O estudo mostra que, ao contrário do que afirmam algumas teorias, as temperaturas atuais não são determinadas pelos efeitos do Sol sobre os raios cósmicos. A teoria diz que os raios cósmicos ajudam na formação das nuvens, à medida que a atmosfera é bombardeada por essas minúsculas partículas, em torno das quais os vapores de água tendem a se condensar.

De modo geral, nuvens resfriariam a Terra. No entanto, durante os períodos de intensa atividade solar, os raios cósmicos vindos do espaço são parcialmente bloqueados pela forte intensidade do campo magnético do Sol, diminuindo a formação das nuvens e consequentemente aquecendo a Terra.

A pesquisa que desmonta essa teoria é liderada pelos físicos Mike Lockwood, do Laboratório Rutherford-Appleton, no Reino Unido e Claus Froehlich, do Centro Global de Radiação, na Suíça. Segundo o trabalho, de fato os raios cósmicos podem ter afetado o clima no passado, mas não no presente.

Lockwood e Froehlich iniciaram o estudo como resposta a um documentário exibido na TV britânica, intitulado "A Grande Enganação do Aquecimento Global", onde foi apresentada a teoria dos raios cósmicos.

De acordo com Lockwood, todos os gráficos apresentados na TV só mostravam dados até 1980. "Sabem por quê? Porque depois disso as coisas mudaram e ninguém gosta de mostrar dados que contrariem uma hipótese", responde o pesquisador.


A pesquisa
O trabalho de Lockwood e Froehlich baseia-se na análise da observação da atividade solar e na intensidade dos raios cósmicos nas últimas quatro décadas. Em seguida esses dados foram comparados com os gráficos da média das temperaturas globais de superfície, que aumentou 0,4 ºC no mesmo período.

A cada período de 11 anos, a atividade solar varia entre um momento de máxima e mínima intensidade. Esse período é conhecido como ciclo solar. Junto a este ciclo ocorrem também tendências de longo prazo e durante a maior parte do século XX observou-se um pequeno e persistente aumento nos níveis da atividade do Sol. No entanto, por volta de 1985 essa tendência se reverteu e a atividade solar diminui, mas as temperaturas, ao contrário, se elevaram mais rapidamente do que em qualquer período nos cem anos anteriores.

De acordo com Piers Forster, da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, e um dos principais cientistas que contribuíram para a avaliação científica do clima feita pelo IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, este estudo reforça o fato de que o aquecimento verificado nos últimos 20 ou 40 anos não pode ter sido causado pela atividade solar.

Segundo o relatório do IPCC, apresentado em fevereiro deste ano (2007), os gases do efeito estufa são cerca de treze vezes mais responsáveis pelo aumento das temperaturas na Terra do que o Sol em seus períodos de maior atividade. Na ocasião, O IPCC foi duramente criticado em algumas áreas, principalmente por não levar em conta a teoria dos raios cósmicos desenvolvida por cientistas europeus, entre eles Henrik Svensmark e Eigil Friis-Christensen, do Centro Espacial Nacional da Dinamarca.

O trabalho de Lockwood e Froehlich tenta dar um basta nesta hipótese, mas não descarta os efeitos dos raios cósmicos. "Acredito que há um efeito dos raios sobre a cobertura oferecida pelas nuvens e funciona no ar marítimo limpo, onde não há outros elementos onde o vapor d´água possa se condensar. Pode ter tido um efeito significativo no clima pré-industrial, mas não se pode aplicar isto aos níveis de aquecimento que estamos vendo agora".

Fotos: No topo, imagem da coroa solar vista no espectro dos raios-x e fotografado pelo Soft X-Ray Telescope (SXT), a bordo do satélite Yohkoh. Acima, manchas solares vistas dentro do espectro visível.

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