Quinta-feira, 29 dez 2005 - 06h53

Europa lança com sucesso seu sistema de posicionamento global

O satélite Giove-A, primeira etapa do sistema europeu de localização e navegação por satélite Galileu, entrou em sua órbita definitiva nesta quarta-feira, pouco menos de quatro horas depois de seu lançamento da base russa de Baikonur.

O satélite se separou do módulo propulsor russo que o transportava às 9h01 GMT (7h01 de Brasília) e entrou em sua órbita definitiva. Segundo um porta-voz da Agência Espacial Européia (ESA), o Giove-A enviou seu primeiro sinal, indicando "que está vivo e no lugar preciso".

Por volta das 13h00 de Brasília, a ESA confirmou que o satélite desdobrou corretamente seus painéis solares e os instrumentos de emissão de dados funcionaram corretamente. Pela manhã, o satélite confirmou o funcionamento de seus sistemas de recarga de baterias e fez diversas provas dinâmicas.

O Giove-A foi lançado por um foguete russo Soyuz às 3h19 de Brasília da base de Baikonur, no Cazaquistão, e alcançou sua órbita a 23 mil quilômetros da Terra. Sua missão é servir de teste para a rede de 30 satélites que configurarão o sistema de navegação Galileu, a alternativa européia para o atual GPS americano.

O Giove-A, de fabricação britânica e com um peso um pouco superior aos 600 quilos, ocupará as órbitas atribuídas à ESA pela União Internacional de Telecomunicações. Além disso, o satélite testará as condições que existem em uma órbita média, por volta dos 23 mil quilômetros, um lugar em que a ESA não tinha enviado nenhum aparelho até agora.

Em 2008 a ESA deve ter instalado os quatro primeiros satélites operacionais do Galileu, o número mínimo para que o sistema possa entrar em funcionamento. Naquele ano poderá começar a comercializar seus serviços na Europa, à espera de que o envio dos 26 satélites restantes permita cobrir a totalidade da Terra, incluindo as zonas de sombra que o GPS tem atualmente.


Lançamento
O satélite Giove-A, primeira etapa do sistema europeu de localização e navegação por satélite denominado Galileu, e o módulo propulsor russo Fregat se separaram com sucesso da terceira etapa do foguete Soyuz, informou a agência espacial russa Roscosmos.

O lançamento do satélite ocorreu nesta quarta-feira, 28 de dezembro.

"O modulo propulsor e o satélite europeu já voam de maneira autônoma", disse um porta-voz de Roscosmos à agência Interfax. O Giove-A (acrônimo de "Galileu in-orbit validation element") foi lançado nesta quarta-feira em um foguete portador russo Soyuz FG, que decolou da rampa número 6 do cosmódromo de Baikonur, no Casaquistão, às 3h19, de Brasília.

O Giove-A, satélite de fabricação britânica de cerca de 600 quilogramas de massa, é o pioneiro do programa europeu Galileu, primeiro sistema civil de navegação por satélite do mundo.

O aparelho é um dos dois satélites de teste que a Agência Espacial Européia (ESA) deve enviar ao espaço antes de junho de 2006, prazo para pôr em órbita o primeiro dos 30 satélites operacionais Galileu, do programa previsto para concluir em 2010.

Se a ESA não mandar o primeiro satélite operacional até junho perderá seus direitos sobre as órbitas concedidas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) para Galileu.

O lançamento do Giove-A é uma etapa essencial do programa Galileu, já que vai permitir testar tecnologias críticas em órbita, especialmente o relógio atômico mais preciso jamais enviado ao espaço, segundo a ESA.


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