Segunda-feira, 29 set 2008 - 06h51

Fim da missão: Julio Verne arde sobre as águas do Pacífico

Atualizado às 20h30O cargueiro europeu Julio Verne re-entrou na atmosfera terrestre exatamente às 10h36 pelo horário de Brasília, após tríplice seqüência de acionamento dos seus propulsores de manobra. O cargueiro ardeu sobre o Pacífico e foi observado do interior da Estação Espacial Internacional e por dois aviões da Nasa e da ESA, que coletaram dados da re-entrada.

Re-entrada da Julio verne

Duas órbitas após o primeiro acionamento, com o cargueiro a apenas 14 km atrás da ISS, a velocidade da nave foi reduzida a 7000 metros por segundo, cerca de 25.200 km/h. Isso fez com que Julio Verne perdesse altitude rapidamente. Alguns minutos depois, às 09h58 pelo horário de Brasília, os foguetes foram novamente acionados por quase 15 minutos, colocando o cargueiro de 13.5 toneladas, no ângulo de re-entrada. Às 10h31 a nave atingiu 120 km de altitude, considerada o ponto nominal da re-entrada.

ESA Control center

Durante a segunda ignição dos foguetes de manobra, um problema ainda não identificado fez com que a queima durasse 40 segundos a menos do que o previsto, o que disparou uma série de alertas no Centro de Controle da Missão, informando movimentos não previstos de posicionamento.

Fotos: No alto, foto da re-entrda fulgurante da Julio Verne, feita de um avião DC-8 da Agência Espacial Euroéia. Clique para ampliar. Na seqüência, cientistas e engenheiros da ESA dão o último adeus ao cargueiro Europeu antes de queimar sobre o Pacífico. Crédito:ESA.


06h30 - Bola de fogo: Julio Verne re-entra na atmosfera sobre o Pacífico
Na manhã desta segunda-feira o cargueiro espacial europeu Julio Verne, de 13.5 toneladas, será consumido em uma grande bola de fogo, após re-entrar na atmosfera terrestre. O evento ocorrerá sobre uma estreita área do Pacífico Sul, eleita para receber os possíveis fragmentos mais resistentes da nave e que possam resistir ao intenso calor da atmosfera.

Preparativos

De acordo com a Agência Espacial Européia, ESA, a primeira manobra de desaceleração ocorrerá entre 07h00 e 07h06 (Hora de Brasília), seguida de uma segunda manobra às 09h58. Às 10h13 Julio Verne penetrará na alta atmosfera terrestre a 120 km de altitude. O atrito com as partículas presentes na atmosfera fará a temperatura subir a mais de 1500 graus Celsius, transformando o cargueiro em uma grande bola de fogo. Às 10h36 a nave estará consumida e os fragmentos mais resistentes cairão no oceano.

O evento ocorrerá durante a madrugada no Pacífico e será acompanhado por dois aviões carregados com uma série de equipamentos científicos da Nasa e da Esa. A equipe a bordo da ISS também fará observações da re-entrada do cargueiro através de um espectrômetro ultravioleta de fabricação russa, chamado FIALKA.

Julio Verne: contagem regressiva

Julio Verne permaneceu acoplado durante cinco meses à Estação Espacial Internacional e realizou todas as tarefas para o qual foi projetado. No dia 5 de setembro foi desacoplado da Estação e por três semanas orbitou a Terra, perdendo altitude gradativamente.

Re-entrada e Queima
Naves que re-entram na atmosfera normalmente se rompem entre 72 e 84 quilômetros de altitude devido à temperatura e forças aerodinâmicas que agem sobre a estrutura. A altitude nominal do rompimento é de 78 km, mas satélites de grande porte que têm estruturas maiores e mais densas conseguem sobreviver por mais tempo e se rompem em altitudes mais baixas. Painéis solares são destruídos bem antes, quando os satélites ainda estão entre 90 e 95 km.

Uma vez que a espaçonave ou seu corpo principal se rompem, diversos componentes e fragmentos continuam a perder altura e se aquecer, até que se desintegram ou atingem a superfície. Muitos dos componentes são feitos em alumínio, que se derretem facilmente. Como resultado, essas peças se desintegram quando a nave ainda está em grandes altitudes. Por outro lado, se um componente é feito com material muito resistente, que necessita de altas temperaturas para atingir o derretimento, pode resistir por mais tempo e até mesmo sobreviver à re-entrada. Entre esses materiais se encontram o titânio, aço-carbono, aço-inox e berilo, comumente usados na construção de satélites.

Saiba mais sobre re-entrada


Fotos: Topo - No interior de um avião especialmente preparado, cientista da agência espacial Européia ajusta os equipamentos que coletarão dados da reentrada do cargueiro automático Julio Verne. Na seqüência, cronômetro faz a contagem regressiva no centro de controle da missão, em Toulouse, na França. Créditos: Esa.

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