Segunda-feira, 20 fev 2017 - 11h35
Por Rogério Leite

Gigantesco buraco coronal se forma na atmosfera do Sol

Um enorme buraco se formou na coroa do Sol nos últimos dias, o que permite que o vento solar escape da estrela com muito mais intensidade.

Buraco Coronal visto no espectro ultravioleta
Buraco Coronal visto no espectro do ultravioleta extremo, registrado pelo satélite SDO, da NASA.

Buracos coronais são anomalias magnéticas que ocorrem eventualmente no topo da atmosfera do Sol, conhecida como coroa ou corona solar. Essas mega estruturas se formam em decorrência de um enfraquecimento momentâneo do intrincado campo magnético que envolve o plasma desta região do Sol e como consequência permite que o vento solar escape com velocidade muito mais elevada.

Como mostra a cena, registrada pelo Satélite de Observação da Dinâmica Solar, SDO, da NASA, o buraco coronal atual recobre praticamente metade do Sol e está aparentemente voltado para a Terra. No entanto, como as partículas não estão atingindo o planeta diretamente, não há riscos de fortes tempestades geomagnéticas, embora a ionosfera deva permanecer instável pelo menos até o final de fevereiro.

Essa instabilidade deverá provocar auroras polares no final do mês e tormentas geomagnéticas de nível G1 e G2 podem ser observadas.

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